O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou a França de ter cedido à invasão do islamismo extremista, em declarações feitas durante uma entrevista ao canal i24News, citada pela AFP.
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20/10/2026
por
Lusa
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, referiu hoje que a França, atingida por episódios de violência e pilhagens durante o fim de semana, “cedeu à invasão do islamismo extremista”.
“Não se prepararam a tempo, simplesmente desistiram, cederam à invasão do islamismo extremista”, declarou Netanyahu durante a entrevista ao canal israelita francófono i24News, citada pela agência France-Presse (AFP).
“Lutem. Não procurem o apaziguamento, lutem contra os extremistas”, aconselhou ainda Netanyahu, em resposta a uma pergunta do jornalista sobre que conselhos daria a França.
O líder israelita afirmou ter avisado o Presidente francês, Emmanuel Macron, após o ataque de 07 de outubro de 2023, executado pelo movimento islamita palestiniano Hamas contra Israel.
“Se não os eliminarmos aqui, tê-los-ão em Paris. E é exatamente isso que está a acontecer”, contou Netanyahu.
As palavras de Netanyahu fazem eco de discursos frequentemente proferidos por figuras políticas e comentadores de extrema-direita no Ocidente, que afirmam, sem fundamento, que certas regiões da Europa estão submetidas à lei islâmica devido à presença de populações imigrantes, alegações que têm suscitado acusações de islamofobia.
O Presidente norte-americano Donald Trump fez declarações semelhantes, afirmando que a França está a ser “tomada de assalto, saqueada e incendiada por migrantes, jihadistas e comunistas”.
No sábado, em plena mobilização nacional por questões de poder de compra, várias cidades francesas foram palco de pilhagens e distúrbios.
Estes episódios de violências resultaram em cerca de 2.400 detenções, e cerca de mil polícias e gendarmes (polícia militarizada) ficaram feridos, segundo as autoridades.
As relações entre a França e Israel deterioraram-se desde que Paris reconheceu oficialmente o Estado da Palestina, em setembro de 2025.
Na altura, o chefe do governo israelita acusou Emmanuel Macron de “alimentar o fogo antissemita” em França.
Israel realiza em 27 de outubro eleições para eleger os 120 membros da 26.ª sessão do Knesset (parlamento), o primeiro ato eleitoral desde os ataques do Hamas que em 2023 atingiram o país e desestabilizaram fortemente o Médio Oriente.

