As Forças de Defesa de Israel reivindicaram a eliminação de um dirigente do Hamas em Gaza, onde sete pessoas foram mortas em ataques no enclave, segundo fontes locais.
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20/10/2026
por
Lusa
As Forças de Defesa de Israel reivindicaram hoje a eliminação de um dirigente do movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza, onde fontes médicas e a proteção civil deram conta de sete mortos em ataques no enclave.
Fonte anónima do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa e o porta-voz da Proteção Civil de Gaza, que opera sob a autoridade do Hamas, afirmaram à AFP que dois homens foram mortos em ataques israelitas na localidade de al-Zawaida e no setor de Wadi Gaza.
Um ataque israelita na região de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, provocou a morte a outra pessoa, segundo Bassal e o Hospital Al-Shifa. Este hospital informou ter recebido também o corpo de um homem morto num ataque no bairro de Zeitoun, a sudeste da cidade de Gaza, sem precisar as circunstâncias da morte.
Um ataque a um apartamento num prédio residencial perto do Hospital Al-Shifa, no bairro de al-Rimal, na zona oeste da cidade de Gaza, vitimou ainda um homem e uma mulher, segundo o Hospital Al-Shifa.
O Hospital Nasser informou ter recebido o corpo de um adolescente, alegadamente morto por disparos israelitas a sul de Khan Yunis, no sul do território palestiniano.
Mais tarde, o exército israelita informou, em comunicado, ter morto “Akram Bassam Shaaban Yassin, um alto responsável pelo mecanismo de segurança geral da organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza”.
Consultado pela AFP, o exército israelita indicou que está a verificar as restantes informações divulgadas nas zonas do enclave controladas pelo Hamas.
Embora Israel tenha reduzido a intensidade das suas operações militares, os ataques a Gaza continuam a ocorrer quase diariamente.
Na segunda-feira, um terrorista do Hamas — que participou no rapto de Shani Louk durante o massacre de 07 de outubro de 2023 — foi eliminado num ataque na região de Jabalia.
As imagens do corpo de Shani Louk, uma jovem israelita transportada seminua na parte traseira de uma carrinha de caixa aberta junto a homens armados do Hamas, tornaram-se símbolo das atrocidades cometidas pelo movimento palestiniano. O seu corpo foi repatriado em maio de 2024.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que faz campanha pela sua reeleição nas eleições legislativas de 27 de outubro, jurou continuar a atacar o Hamas, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor há pouco mais de um ano e da libertação dos últimos reféns vivos capturados pelo grupo a 07 de outubro.
O ataque sem precedentes levado a cabo pelo Hamas em 2023 em território israelita, envolvendo milhares de operacionais e uma barragem de mísseis, resultou na morte de 1.221 pessoas, segundo um inquérito da AFP.
A ofensiva lançada por Israel em Gaza, como represália, fez mais de 74.400 mortos, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, que não distingue entre vítimas civis e combatentes.

