Uma fuga de petróleo e gás que o Níger tenta controlar no nordeste do país há semanas “diminuiu de intensidade, mas ainda não terminou”, disse hoje o ministro do Ambiente nigerino, reconhecendo um incidente ambiental de “excecional gravidade”.
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21/10/2026
por
Lusa
“Até ao momento, a erupção diminuiu de intensidade, mas ainda não terminou totalmente; não estamos em condições de determinar as quantidades” de petróleo bruto derramado, declarou o coronel Abdoulaye Maïzama, citado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
Os técnicos “estão a trabalhar para controlar a situação e tomar medidas de proteção do ambiente”, assegurou, reconhecendo que “nesta zona de pastagem por excelência, a maré negra de petróleo bruto já degradou as pastagens e os solos e pode haver contaminação do lençol freático superficial”.
Desde o final de setembro que o Níger enfrenta uma erupção de um poço de petróleo na região do deserto no nordeste, no poço petrolífero Goumeri W8, ainda sem ter determinado as causas nem conseguido estancar a fuga.
Para travar definitivamente a erupção, “um poço de emergência direcional” será perfurado entre 24 de outubro e 26 de dezembro, para alcançar o poço afetado e permitir a sua vedação, indicou o Ministério do Petróleo num comunicado, apelando aos residentes locais “para que não se aventurem perto do local da erupção devido às emissões de gás”.
O ministro do Petróleo, Amadou Tini, e o seu homólogo do Ambiente, o coronel Abdoulaye Maïzama, bem como peritos argelinos e chineses, deslocaram-se ao bloco afetado de Agadem, explorado por uma filial local da multinacional chinesa China National Petroleum Corporation (CNPC).
O Níger, governado por um regime militar desde o golpe de Estado em 2023, é produtor de petróleo desde 2011, bombeando atualmente 20 mil barris por dia de petróleo refinado e 90 mil barris de crude extraídos na região de Agadem.

