Fundação Nelson Mandela elogia vencedora do Prémio Nobel da Paz

Fundação Nelson Mandela elogia vencedora do Prémio Nobel da Paz

A Fundação Nelson Mandela felicitou a jurista sul-africana Navanethem Navi Pillay galardoada hoje com o Prémio Nobel da Paz de 2026 e recordou o seu trabalho na defesa de presos políticos e ativistas contra o ‘apartheid’.

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09/10/2026
por

Lusa

A Fundação Nelson Mandela felicitou a jurista sul-africana Navanethem Navi Pillay galardoada hoje com o Prémio Nobel da Paz de 2026 e recordou o seu trabalho na defesa de presos políticos e ativistas contra o ‘apartheid’.

 

“Pillay trabalha há décadas em prol da justiça, da responsabilização e da proteção dos direitos humanos”, assinalou a fundação numa rede social, sublinhando que, “ao longo da sua carreira, defendeu aqueles que se opuseram ao ‘apartheid’”, o regime segregacionista que vigorou na África do Sul de 1948 a 1994.

“Este reconhecimento representa um momento significativo para a África do Sul e para a luta mais ampla pela justiça e pela dignidade humana. O seu compromisso de toda uma vida com estes princípios reflete os valores que Nelson Mandela defendeu e o trabalho que continua a ser necessário para alcançar um mundo mais justo”, acrescentou a Fundação.

Por seu lado, a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul Naledi Pandor (2019-2024), atual presidente da fundação, afirmou que Pillay é “verdadeiramente merecedora deste prémio”.

“O seu empenho na luta do povo palestiniano, a sua honestidade ao informar sobre a ocupação e a sua firme defesa dos direitos humanos para todas as pessoas fazem dela uma vencedora excecional do Prémio Nobel da Paz”, afirmou Pandor.

‘Navi’ Pillay, natural da África do Sul, iniciou a sua carreira como advogada de defesa do líder anti-‘apartheid’ Nelson Mandela.

Exerceu funções de juíza no Supremo Tribunal da África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda e no próprio Tribunal Penal Internacional entre 2003 e 2008.

Além disso, presidiu, entre 2021 e 2025, a uma comissão das Nações Unidas encarregada de investigar violações dos direitos humanos em Israel e nos Territórios Palestinianos Ocupados.

Atualmente é juíza ‘ad hoc’ no caso que julga Myanmar (antiga Birmânia) por acusações de genocídio contra a minoria muçulmana Rohingya no estado de Rakhine.