O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, congratulou-se pela atribuição do Nobel da Paz à jurista sul-africana Navi Pillay, destacando a sua coragem, integridade e compromisso com a justiça.
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09/10/2026
por
Lusa
Navi Pillay
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, congratulou-se hoje pela atribuição do Prémio Nobel da Paz à jurista sul-africana Navi Pillay e destacou a sua “coragem, integridade e compromisso de toda uma vida com a justiça”.
“A atribuição do Prémio Nobel à juíza Pillay permite-nos celebrar as suas contribuições para o reforço da paz, a defesa da dignidade humana e a esperança que trouxe à África do Sul e aos povos de todo o mundo”, afirmou Ramaphosa num comunicado.
“Ela [Navi Pillay] serviu a humanidade guiada pelos seus princípios e pela convicção de que o mundo pode e deve ser um lugar melhor”, acrescentou.
Ramaphosa salientou que a jurista se junta assim a outros sul-africanos galardoados com o Prémio Nobel da Paz, como Albert Luthuli, Desmond Tutu, Nelson Mandela e Frederik Willem de Klerk.
“Estamos orgulhosos por a juíza Pillay se juntar a essas figuras e destacar a importante contribuição dos sul-africanos para a paz, a justiça e o progresso da humanidade”, assinalou o chefe de Estado.
“O reconhecimento que recebeu lembra-nos que devemos construir uma sociedade em que todas as pessoas, independentemente das suas circunstâncias, possam desenvolver as suas capacidades e contribuir plenamente para o nosso país e para o mundo”, concluiu.
O Comité Nobel norueguês atribuiu hoje o prémio a Pillay “pelo seu trabalho em prol da paz e do direito internacional” e destacou o seu papel na garantia de que os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e o genocídio sejam alvo de ação judicial.
Nascida em Durban, em 1941, durante o ‘apartheid’, no seio de uma família de origem tamil indiana, Pillay foi uma pioneira do direito na África do Sul e defendeu presos políticos e ativistas contra esse regime segregacionista, entre os quais Nelson Mandela, o primeiro Presidente negro do país.
Posteriormente, exerceu funções como juíza do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), que chegou a presidir, e como magistrada do Tribunal Penal Internacional (TPI).
Entre 2008 e 2014, foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e, posteriormente, presidiu, até 2025, à Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU sobre os Territórios Palestinianos Ocupados.

