Duas gémeas siamesas foram submetidas a cirurgias à escoliose, no hospital Scottish Rite for Children, no estado norte-americano do Texas, 11 anos depois de terem sido separadas.
© Scottish Rite for Children
04/10/2026
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Notícias ao Minuto
Onze anos depois de terem sido separadas, duas gémeas siamesas foram submetidas a cirurgias à escoliose, no hospital Scottish Rite for Children, em Dallas, no estado norte-americano do Texas.
As meninas, que foram separadas aos 10 meses, passaram três meses sem se verem, mas já voltaram a reencontrar-se, de acordo com a afiliada da ABC News WFAA.
“Onze anos após a cirurgia de separação, estas antigas gémeas siamesas estão mais unidas do que nunca. As nossas pacientes, Knatalye e Addy, foram ambas submetidas recentemente a cirurgias à escoliose no Scottish Rite for Children, mais um momento que reforçou o laço de irmandade entre elas”, assinalou a unidade hospitalar, numa publicação divulgada na quinta-feira, na rede social Facebook.
Knatalye e Adeline tinham curvaturas graves da coluna vertebral, sendo que o caso de Addy era particularmente grave. De acordo com a WFAA, a menina tinha a coluna pressionada contra as costelas, deixando pouco espaço para os pulmões.
“Só queremos que elas melhorem. Que se sintam melhor, que respirem melhor”, disse a mãe das crianças, Elysse Mata.
As gémeas, que nasceram unidas ao nível do peito e do abdómen e partilhavam vários órgãos vitais, foram submetidas a uma cirurgia complexa de 26 horas, em fevereiro de 2015, para serem completamente separadas, segundo o Texas Children’s Hospital.
Foi a primeira intervenção do género a ser bem sucedida, de acordo com a instituição de saúde.
“Esta cirurgia não esteve isenta de desafios, uma vez que as meninas partilhavam vários sistemas orgânicos. A nossa equipa tem vindo a preparar-se para esta cirurgia há meses e fizemos tudo, desde trabalhar com os nossos especialistas em radiologia para construir um modelo 3D dos seus órgãos, até realizar simulações da cirurgia de separação propriamente dita”, vincou o codiretor do Centro Fetal do Texas Children’s, Darrell Cass, citado num comunicado emitido na altura.
Apesar de tudo, o Scottish Rite for Children apontou que, “após uma vida inteira de internamentos hospitalares e procedimentos médicos, Knatalye e Adeline aprenderam a abraçar a história que partilham juntas”.
“É algo de que nos devemos orgulhar e não ter de que nos envergonhar”, disse Knatalye.

