AC Milan, de Ruben Amorim, bateu o Inter, por 3-1, mas Gonçalo Ramos não realizou um único remate. Feitas as contas, leva apenas três golos em 12 jogos, e os 74 milhões de euros pagos ao PSG continuam a ser motivo de discussão.
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01/11/2026
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O AC Milan alcançou, este sábado, aquele que foi um dos mais importantes resultados, desde o arranque da nova temporada desportiva de 2026/27, ao levar a melhor sobre o Internazionale, no Stadio Giuseppe Meazza, por 3-1, graças aos golos de Christian Pulisic, Adrien Rabiot e Diego Moreira, que mereceram ‘resposta’ por parte de Alessandro Bastoni.
Ruben Amorim teve motivos de sobra para sorrir… ao contrário de Gonçalo Ramos. O treinador português voltou a confiar ao compatriota a titularidade da frente de ataque, mas este passou à margem do Derby della Madonnina, de tal maneira que não chegou a ensaiar um único remate, tendo sido substituído por Filippo Terracciano, à passagem dos 89 minutos.
Após o apito final, o jogador formado no Benfica foi alvo de análise, no programa ‘Golazo‘, emitido pela estação televisiva norte-americana CBS Sports, e Mike Grella, antigo jogador de clubes como Leeds United, New York Red Bulls ou Viborg, acabou por fazer uso de uma curiosa metáfora: “Não queres ser o tipo que paga as bebidas todas, queres ser o tipo que recebe o beijo de boa noite, no final”.
“A única questão que ainda não resolveram é a de Gonçalo Ramos, e isso é uma preocupação, quando falas de construir, quando falas do projeto que eles pretendem seguir… É uma preocupação o facto de ainda terem de colocar estes tipos à volta dele, mais à frente no terreno, talvez em zonas diferentes”, começou por afirmar.
“Ele esteve muito mal, mas não vou dizer que foi apenas por culpa dele. Esteve muito mal, mas pensem nisto. Ele marcou no PSG, ela marca por Portugal. Ele percebe o ritmo e o ‘timing’. Quando estive com ele, ele disse que posicionar os jogadores e o ‘timing’ desses momentos é muito importante”, prosseguiu.
“Tem de encontrar consistência, não só nos jogadores que o rodeiam, como também no momento em que lhe chegam as bolas e na maneira como lhe chegam as bolas, porque, neste momento, ele parece um pouco perdido. Eles parecem perdidos”, completou, tendo o companheiro de painel, Troy Deeney, concordado com esta visão.
“Ele é um bom jogador de equipa. 7 em 10, como jogador de equipa. Como ponta de lança, não fez qualquer remate, que me recorde. Quando pensas nisso, ele foi… ‘meh’. Num jogo em que a equipa foi inacreditável, isso é muito difícil para um ponta de lança, porque ele irá para casa e pensar ‘Bem, nós vencemos, feito. Eu corri muito, feito. Mas não fiz nada, não rematei’. Agora, ele vai ter de esperar pelo treino para descarregar os remates, e isso não pode ser assim”, observou.
“Diego Moreira foi o epítome do AC Milan”
Totalmente diferente foi a maneira como a ‘lenda viva’ do Watford analisou a exibição de Diego Moreira, que, não só marcou, como ainda assinou duas assistências: “Ele foi o epítome de toda a equipa, ele e Christian Pulisic. A energia, a pressão alta… Eles definiram, desde o primeiro minuto, ‘Vamos atrás de ti, Inter, serás capaz de lidar com isso?’. E, infelizmente, o Inter não foi capaz”.
“Não interessa se achas que tens tomates ou não. Não interessa se sabes tudo ou não. É algo de diferente quando vens aqui, calças as botas e entras no relvado. É melhor teres todas as ferramentas a funcionar e estares muito confiante naquilo que és capaz de fazer. Aquilo que eu mais gosto nele é que este é um sítio intimidante, é um clube intimidante”, acrescentou Mike Grella.
“Ele chegou e, desde o primeiro dia, disse ‘Bum, deem-me a bola, vamos em frente’. Ele quer partir para o um contra um, quer as bolas nas costas, quer cobrar os pontapés-livres, quer impor-se… Lembro-me do primeiro jogo que fez aqui, e não foi bom, mas impôs-se da mesma maneira, jogou com zero medo. Acho que é isso que vai fazer com que tenha muito sucesso, no futuro. Agora, quando tudo se junta e funciona, parece que vale milhões”, rematou.

