A Biohub, organização científica apoiada por Mark Zuckerberg, anunciou uma parceria com o governo dos EUA, Google e outras instituições para investir 1,8 mil milhões de dólares em modelos de inteligência artificial (IA) preditores de efeitos de doenças e tratamentos.
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08/10/2026
por
Lusa
O projeto, denominado Iniciativa de Biologia Virtual, procura criar uma espécie de “célula virtual” que permita aos investigadores realizar experiências de forma digital e antecipar quais as intervenções que poderão ser mais eficazes, antes de as testar em laboratório, segundo um comunicado da Biohub.
O objetivo é “acelerar a investigação de doenças e o desenvolvimento de novos medicamentos”, detalhou a mesma fonte.
A Biohub, que coordena a iniciativa, irá trabalhar com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) norte-americanos para reunir e padronizar grandes volumes de dados biológicos que possam ser utilizados para treinar estes modelos.
A organização irá também desenvolver tecnologias para medir e interpretar o comportamento das células a uma escala muito maior do que a atualmente disponível.
O Departamento de Energia fornecerá mais de 500 milhões de dólares ao longo de cinco anos para investigação, medição e computação, enquanto os NIH incorporarão conjuntos de dados biomédicos desenvolvidos com mais de 500 milhões de dólares de investimento federal anterior.
A Google DeepMind, a Isomorphic Labs e a Meta contribuirão, em conjunto, com mais 300 milhões de dólares.
Os criadores esperam que estas ferramentas permitam identificar possíveis tratamentos e experiências promissoras antes de os levar para o laboratório.
O anúncio surge oito dias depois de Zuckerberg ter participado, juntamente com outros importantes executivos tecnológicos — incluindo representantes da Nvidia, Amazon, Microsoft e Tesla —, num almoço com Trump e outros responsáveis governamentais na Casa Branca para discutir o desenvolvimento e as salvaguardas da IA.
No encontro, os empresários concordaram com princípios voluntários de segurança para a IA, e o Presidente Donald Trump defendeu a autorregulação do setor.

