A 30.ª Cimeira Ibero-Americana, que se realizará em 4 e 5 de novembro em Madrid, contará com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, como convidados especiais, segundo a Secretaria-geral Ibero-Americana.
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23/10/2026
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Lusa
A 30.ª Cimeira Ibero-Americana, em 4 e 5 de novembro em Madrid, quer reafirmar esta comunidade de países e terá o secretário-geral da ONU e o presidente do Conselho Europeu como convidados, foi hoje anunciado.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, serão os dois “convidados muito especiais” de uma cimeira em que, por outro lado, Angola será formalmente aceite como país observador permanente desta comunidade de 22 países ibero-americanos, segundo a Secretaria-geral Ibero-Americana (conhecida como SEGIB).
As cimeiras ibero-americanas realizam-se a cada dois anos e Portugal propôs ser o anfitrião da de 2030, que se seguirá à de 2028, nas Honduras.
A proposta portuguesa foi feita em setembro passado e foi acolhida com aplauso pelos restantes Estados ibero-americanos, confirmou hoje à Lusa o secretário-geral Ibero-Americano, Andrés Allamand.
A 30.ª Cimeira Ibero-Americana terá como lema “Ibero-América. Juntos construímos a nossa Comunidade. Juntos projetamo-la para o futuro e para o mundo” e pretende reafirmar politicamente este fórum multilateral e fortalecer a cooperação entre os Estados-membros, segundo a organização.
A cimeira de Madrid segue-se à de 2024 no Equador, que ficou marcada pela menor participação de sempre de chefes de Estado ou de Governo dos Estados-membros (foram apenas quatro: os presidentes de Portugal, Equador e Andorra e o Rei de Espanha) e por pela primeira vez não ter sido possível chegar a um consenso para uma declaração final.
“A Cimeira de Madrid estará centrada na procura de soluções para fazer face aos grandes desafios globais” e “essas prioridades incluem” acordos e compromissos para uma “aliança digital ibero-americana”, a criação de uma “rede ibero-americana de redução do risco de catástrofes” ou um mecanismo para “reconhecimento de estudos e diplomas”, de forma a “facilitar a mobilidade e ampliar as oportunidades dos jovens”, segundo uma informação divulgada pela SEGIB.
Outro dos objetivos é “relançar a cooperação ibero-americana para a tornar mais eficiente e eficaz”, com “um planeamento mais estratégico”, de forma a ser “mais concertada e com vocação global” e para que “os consensos políticos” se transformem “em instrumentos de impacto direto para os cidadãos”.
“Procura-se igualmente uma maior projeção externa através de alianças e atribuir um papel de maior relevância aos observadores”, lê-se na mesma informação divulgada pela SEGIB.
A comunidade passrá a ter em Madrid 15 países observadores permanentes, com a incorporação de Angola, Índia e Turqia a um grupo de que fazem Alemanha, Bélgica, Coreia do Sul, Filipinas, França, Haiti, Hungria, Itália, Japão, Luxemburgo, Marrocos e Países Baixos.
A primeira Cimeira Ibero-Americana realizou-se em 1991, em Guadalajara, no México. Os encontros repetiram-se, com periodicidade anual, até 2014. Desde então, passaram a ser de dois em dois anos.
A comunidade é composta três países europeus (Portugal, Espanha e Andorra) e 19 latino-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, México, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Cuba e República Dominicana).
Na maior parte das cimeiras, Portugal tem estado representado conjuntamente pelos chefes de Estado e do Governo, como está previsto para o encontro deste ano em Madrid.
Não foi ainda divulgada a lista de chefes de Estado ou de Governo que estarão na cimeira este ano, com a organização a garantir apenas que todos os países se farão representar, mesmo que seja a nível de ministros dos Negócios Estrangeiros.

