Um estudo conduzido por investigadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma significativa para o aparecimento de demência. Os casos verificaram-se em adultos de meia idade, na casa dos 50 anos.
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05/09/2026
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Um estudo sugere que o consumo excessivo de açúcar pode aumentar o risco de demência, sendo que os genes poderão contribuir para que este risco seja ainda maior.
Na investigação em questão, destaca o EatingWell, os pesquisadores acompanharam mais de 158 mil adultos durante quase uma décadas e descobriram que a ingestão elevada de açúcar estava associada a uma probabilidade significativamente maior de desenvolver demência, com certas características genéticas a amplificarem este risco.
Embora a demência seja, habitualmente, considerada como uma doença de terceira idade, as suas bases biológicas podem ser estabelecidas décadas antes.
O estudo em questão acompanhou pessoas na faixa dos 50 anos para avaliar se a ingestão de açúcar nesta fase da vida estava associada a um maior risco de desenvolver demência na década seguinte, mesmo antes do aparecimento dos sintomas.
Detalhes do estudo
O estudo foi conduzido por uma equipa de pesquisadores médicos da China, com experiência em nutrição, epidemiologia e doenças crónicas.
Para esta análise, os pesquisadores concentraram-se em 158.408 participantes, com idade média de 56 anos.
Através de registos alimentares, a equipa conseguiu estimar a ingestão de açúcares adicionados e naturais de cada pessoa.
O que o estudo descobriu?
Durante o período de acompanhamento, cerca de 0,7% dos participantes receberam o diagnóstico de demência. Pode parecer pouco, mas é significativo, considerando que a maioria das pessoas estava na faixa dos 50 anos.
Além disso, os pesquisadores descobriram que as pessoas que consumiam mais açúcar adicionado apresentavam um risco 43% maior de desenvolver demência em comparação com aquelas que consumiam menos. Mesmo os açúcares naturalmente presentes nos alimentos foram associados a um aumento de risco, embora o efeito tenha sido menor.
Para além disso, participantes com certas características genéticas relacionados com o intestino mostraram-se mais sensíveis aos efeitos do açúcar.
Como isto se aplica à vida real?
A demência é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo sugere que aquilo que se come ao longo da vida, sobretudo no que diz respeito ao açúcar, pode influenciar a saúde do seu cérebro no futuro.
O consumo de açúcar é um fator de risco ajustável, pelo que a sua redução é altamente recomendada. Para aqueles com predisposição genética à demência, isto pode ser especialmente importante.

