Hezbollah afirma ter repelido avanço israelita no sul do Líbano

Hezbollah afirma ter repelido avanço israelita no sul do Líbano

O Hezbollah anunciou hoje que repeliu uma tentativa de avanço das forças israelitas em Nabatiye, no sul do Líbano, o primeiro anúncio deste tipo depois da assinatura do acordo de paz entre Washington e Teerão.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images


18/06/2026
por

Lusa

Enquanto “há quatro dias que o exército inimigo” tentava avançar na zona, os combatentes do Hezbollah obrigaram-no a “bater em retirada e a mobilizar helicópteros (…) durante a noite, para evacuar baixas”, afirmou o movimento xiita libanês num comunicado.

 

As Forças de Defesa de Israel (IDF) tinham anunciado horas antes que iam continuar as operações no sul do Líbano, apesar de o memorando de entendimento assinado na quarta-feira entre Estados Unidos e Irão, destinado a pôr fim ao conflito, incluindo a frente libanesa.

Entretanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano advertiu que este acordo será nulo caso Telavive prossiga com os ataques no Líbano.

Numa entrevista publicada pelo jornal libanês Al Akhbar, Esmail Baghaei adiantou que Teerão interpreta que as garantias previstas no acordo implicam não só um cessar-fogo, mas também uma retirada total das forças israelitas de qualquer território libanês ocupado.

“Enquanto a ocupação se mantiver, pode dizer-se que a guerra continua em curso e que, na essência, ainda não terminou”, afirmou Baghaei, que garantiu que o Irão insistiu, desde o início das negociações, em que o fim do conflito devia ocorrer “em todas as frentes e de forma completa”.

As tensões entre Israel e o Hezbollah são um dos elementos mais críticos que podem fazer falhar as negociações de paz entre Estados Unidos e Irão, o que está simultaneamente a deteriorar as relações entre Telavive e Washington.

Segundo o jornal Times of Israel, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, procura exercer pressão sobre senadores norte-americanos pró-israelitas e líderes de opinião para influenciar os termos de um acordo definitivo entre Estados Unidos e Irão junto do Presidente norte-americano.

Donald Trump chegou mesmo a pedir a Netanyahu que fosse “mais responsável” na condução da ofensiva e criticou o elevado impacto das operações sobre a população civil durante declarações à imprensa à margem da cimeira do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) em Evian, França, na quarta-feira.

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