Um homem com uma bandeira de Israel invadiu a acampada pela habitação no Rossio, em Lisboa, e foi expulso pelos manifestantes. A PSP interveio no local para retirar o indivíduo.
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21/10/2026
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Notícias ao Minuto, Lusa
Um homem empunhando uma bandeira de Israel invadiu, na noite desta quarta-feira, a acampada em defesa da habitação e por melhores condições de vida no Rossio, em Lisboa.
Segundo avança a SIC Notícias, o homem invadiu o espaço onde estão montadas as tendas e acabou por ser expulso pelos próprios manifestantes.
A concentração decorria desde o final da tarde na Praça D. Pedro IV de forma pacífica, juntando algumas centenas de pessoas que participaram numa assembleia popular, mas quando o homem surgiu junto das tendas que estão a ser montadas no local, pouco depois das 22h00, registaram-se momentos de alguma tensão.
Elementos da PSP que se encontravam junto à concentração retiraram depois o homem do meio dos manifestantes, que começaram a gritar frases como “pacíficos, pacíficos” ou “somos todos antifascistas”.
O incidente ocorreu após cerca de 200 manifestantes terem aprovado voltar a pernoitar esta noite em tendas na praça do Rossio, em Lisboa.
A proposta colocada a votos na assembleia popular que decorre na Praça D. Pedro IV desde as 19h30 teve 190 votos a favor e 270 abstenções.
Hoje de manhã, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que a PSP vai atuar “por antecipação” nas manifestações pela habitação, salientando que nenhum membro do Governo fica satisfeito com qualquer ato de violência.
Perante a insistência dos jornalistas sobre como é que a PSP vai atuar nos próximos dias perante as concentrações em várias cidades do país em defesa de habitação para todos e a preços justos e dignos, Luís Neves insistiu que foi “muito claro” e que agir por antecipação é não deixar crescer.
O ministro esclareceu ainda que quando disse que “acabaram as acampadas” era no sentido de que a lei é para cumprir, insistindo que manifestar-se é um direito legítimo, constitucional e livre, mas tem de ser no cumprimento da lei.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.
Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.
[Notícia atualizada às 22h32]
