Hyundai e sindicato retomam negociações salariais após greves

Hyundai e sindicato retomam negociações salariais após greves

Foram retomadas as negociações salariais entre a Hyundai e o principal sindicato da empresa na Coreia do Sul, depois de na semana passada os trabalhadores terem realizado três greves parciais.

© Jung Yeon-Je/AFP via Getty Images


18/08/2026
por

Lusa

Depois das três greves parciais da semana passada, a Hyundai Motor na Coreia do Sul retomou as negociações salariais com o principal sindicato da empresa esta terça-feira (18 de agosto).

 

Tratam-se dos primeiros diálogos desde 8 de julho, e depois de greves que provocaram perdas estimadas em cerca de 1.270 milhões de dólares (1.160 milhões de euros) em vendas à empresa.

As negociações, que além de aumentos salariais procuram garantias de emprego face à futura introdução de robots nas fábricas da Hyundai, começaram às 14h00 locais (06h00 em Portugal Continental/05h00 nos Açores), após direção e sindicato terem acordado na sexta-feira regressar à mesa de negociações, segundo a agência Yonhap.

Na semana passada, os trabalhadores da empresa pararam quatro horas por turno na quarta e quinta-feira, e seis horas na sexta. Estava previsto novo protesto de seis horas hoje, entretanto suspenso com o anúncio da retoma das conversações.

O que exige o sindicato?

Em julho, o sindicato, que representa cerca de 40 mil trabalhadores, realizou três rondas de paralisações em fábricas sul-coreanas, que terão resultado em perdas de pelo menos 1,8 biliões de wons (1.160 milhões de euros), segundo estimativas citadas pela Yonhap.

O sindicato exige um aumento mensal de 149.600 wons (96 euros) e uma bonificação equivalente a 30 por cento do lucro líquido de 2025. A empresa oferece 89.000 wons (58 euros) mais por mês, incentivos adicionais e 15 ações por trabalhador.

As divergências mantêm-se em torno de salários, prémios, aumento da idade de reforma e reintegração de funcionários despedidos em conflitos anteriores.

A negociação inclui ainda exigências de garantias sobre emprego e condições laborais perante a futura introdução de inteligência artificial e robots, questão que o sindicato relaciona com o possível uso do humanoide Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, filial norte-americana da Hyundai, segundo relatório da federação metalúrgica KMWU.

Greve de trabalhadores pode custar 116 milhões de euros à Hyundai

Os trabalhadores da Hyundai Motors na Coreia do Sul estão desde esta segunda-feira (13 de julho) numa greve nacional parcial de três dias. O protesto pode custar 116 milhões de euros ao construtor.

Lusa | 08:49 – 13/07/2026

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