“Integro a IA em tudo no dia a dia, seja âmbito pessoal ou profissional”

Olívia Ortiz tem a sua presença bem marcada nas redes sociais e conversou com o Notícias ao Minuto sobre a sua pegada digital, tendo acabado por abordar temas como a inteligência artificial ou a ‘saída’ do mundo televisivo.

© Asus


07/11/2026
por

Marina Gonçalves

Olívia Ortiz é, confessa, uma “apaixonada por tecnologia” e não faltou à apresentação do novo portátil ASUS Zenbook 14, no passado dia 22 de outubro, no Oeiras Parque, em Oeiras. 

 

Na ocasião, a criadora de conteúdos digitais esteve à conversa com o Notícias ao Minuto e começou por falar precisamente da sua ligação ao ramo tecnológico, dizendo que “desde que se conhece que é uma nerd um pouco disfarçada”.

“Sei que as pessoas não têm essa impressão de mim, mas sempre fui muito apaixonada por tecnologia, por gaming. Aliás, quando começo a criar a minha pegada digital, vem muito ao encontro destas minhas paixões na edição de vídeo, de fotografia…  Agora integro bastante os softwares de Inteligência Artificial no meu dia dia e também no meu trabalho”, contou. 

Aliás, lembrou de seguida, “quando decidiu criar o canal no YouTube teve o apoio da Asus para montar o seu home office, um desktop profissional de edição de vídeo com multi-ecrãs e material para poder editar os seus vídeos, que na altura eram muito pesados, a 4K”. “Agora as coisas também foram evoluindo.”

Leia abaixo a conversa completa.

Integro a Inteligência Artificial em tudo no meu dia a dia, seja no âmbito pessoal, seja no âmbito profissional

Como é que tem lidado com estes tempos em que cada vez mais a Inteligência Artificial (IA) está presente?

Integro a Inteligência Artificial em tudo no meu dia a dia, seja no âmbito pessoal, seja no âmbito profissional. Acho que é uma ferramenta muito útil e que, por outro lado, também me chama muito a atenção para aquilo a que realmente devemos dar importância.

Se olharmos um bocadinho para trás, acabei a minha licenciatura em 2009 e, na altura, terias uma carreira de sucesso, bem remunerada e tudo mais, se dominasses determinadas skills, como programação de software. E essas funções foram rapidamente supridas por softwares de Inteligência Artificial.

Depois há um outro lado, que será o futuro profissional, aquelas profissões que há uns anos não eram tão apreciáveis e que agora vão ser. É o mercado tradicional, costureira, canalizador, eletricista. É super difícil arranjar alguém competente e em quem confies, há cada vez menos pessoas a fazê-lo.

São profissões que vão escalar muito nos próximos anos e ser mais desejadas. Porque tu não vais conseguir substituir a emoção. Podes encontrar um conforto, até há tantas coisas como o ChatGPT que funciona de psicólogo para muita gente, ou os AI Boyfriends que estão a tentar dar algum conforto, mas não vão conseguir substituir – mesmo que tenhas robôs e tudo o mais – o toque, a emoção, a amizade…

Acho que com o digital, com as compras online, as pessoas vão sentir cada vez mais falta de ir ao mercado tradicional, de cheirar a fruta, de tocar nas coisas.

Sente que vai haver essa mudança? Porquê?

Acho que tem a ver com desejo, com aquilo de que precisamos mais. A saúde mental é um tema sobre o qual há cada vez mais informação, há mais consciência sobre esse tipo de temas, e em vez de nos isolarmos mais com tecnologia só à nossa volta, vamos ter essa procura, essa vontade de nos rodearmos de pessoas.

Posso trabalhar um dia mais do que 10, 12, 14, 18 horas, já aconteceu, mas também me dá a liberdade de fazer as malas e ir 3, 4 dias para fora de véspera, sem ter de planear com meses de distância

Tendo já uma presença forte nas redes sociais e que foi construindo ao longo destes anos, como foi esta mudança de rumo profissional, uma vez que começou com uma presença mais vincada na televisão?

Desde muito cedo que despertei para a comunicação nas redes sociais e no mundo digital. Sempre achei que era um espaço que tinha muita margem de crescimento e onde podia ser coisas que queria ser. Quando trabalhas para um entidade ou uma instituição que vai direcionando o teu caminho profissional, acabas por estar mais limitada. No digital tive e senti desde muito cedo essa liberdade de explorar outras áreas, outros setores que queria explorar e descobrir-me a mim própria também. Sempre vivi muito bem com isso.

Um dos grandes privilégios da minha profissão atual é que eu própria crio a minha rotina e agora com a Inteligência Artificial é tão fácil organizares a agenda e teres o teu dia back to back, e tentares gerir melhor o teu tempo… Mas além do privilégio que é, é o tempo e a flexibilidade que tens.

Com o meu trabalho por conta própria, no meu home office, consigo ter os dias livres que quiser desde que seja disciplinada a trabalhar as horas que são precisas.

Posso trabalhar um dia mais do que 10, 12, 14, 18 horas, já aconteceu, porque estou a editar e naquela onda criativa, e deito-me às 8 da manhã, se for preciso faço uma direta inteira, mas também me dá a liberdade de fazer as malas e ir 3, 4 dias para fora de véspera, sem ter de planear com meses de distância, tirar os dias de férias… Essa é a grande vantagem. O grande privilégio que tenho é ter essa flexibilidade e tempo.

Comecei a gostar mais da minha presença no digital, até que de repente ocupou-me a F100% e decidi sair da televisão

Mas estar mais presente no digital foi uma escolha sua ou uma mudança imposta pela falta de outras oportunidades? 

Costumava dizer muito na televisão – quando acabava por explorar vários pilares, estive na ficção, no entretenimento, na informação – que tinha planos, porque sou licenciada em Fisioterapia, e a vida foi escolhendo coisas para mim e fui, de certa maneira, abraçando essas oportunidades. No digital também sinto isso. Os primeiros passos que dou no digital foi por um acaso, porque simplesmente fazia algumas coisas, fazia alguns digitais das minhas viagens em vídeo para mim, para guardar, porque que tive uma fase da minha vida em que não tirava fotografias nem nada.

Com a separação dos meus pais, e numa situação financeira diferente, só comprei a primeira máquina fotográfica com meu primeiro salário – quando entrei no mercado de trabalho. Tive uma fase da minha vida em que não tinha fotografias, então senti essa urgência de tirar fotos a tudo. Comecei a fazer vídeos das minhas viagens e quando recebia pessoas em casa mostrava os vídeos, mas uma coisa zero profissional, nem falava nem nada, só fotos e vídeo. O feedback foi bom e diziam-me que devia meter no YouTube.

Os primeiros foram na brincadeira, depois comecei a perceber que tinham visualizações, as pessoas gostavam de ver. Comecei a ser mais exigente comigo mesma, a trabalhar com outro tipo de qualidade, melhor material… E no início surgiu também a vontade de fazer coisas que não estava a fazer em televisão para mostrar que conseguia fazer mais, e que tinha outras capacidades que não me estavam a ser confiadas, e a dada altura os papéis inverteram-se. Comecei a gostar mais da minha presença no digital, até que de repente ocupou-me a 100% e decidi sair da televisão.

A minha vida gira à volta dos satélites digitais. Obviamente que continuo a apresentar eventos e a abraçar projetos de representação porque gosto e sinto falta, mas a 100 % é o mundo digital. Não faço previsões porque sou Aquário, se um dia me apetecer uma coisa diferente, mudo a minha vida por completo novamente e sou super feliz assim.

logo_nacloset_285_285_4k_webp2
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.