A Guarda Revolucionária do Irão declarou hoje que dois petroleiros foram imobilizados após incidentes no Estreito de Ormuz, numa área onde se têm multiplicado ataques enquanto se mantém o impasse diplomático entre Washington e Teerão.
© Sahar AL ATTAR / AFP via Getty Images
30/10/2026
por
Lusa
A Guarda Revolucionária do Irão declarou hoje que dois petroleiros foram imobilizados após incidentes no Estreito de Ormuz, numa área onde se têm multiplicado ataques enquanto se mantém o impasse diplomático entre Washington e Teerão.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária disse que os dois petroleiros se encontravam em situação irregular, um deles na parte oriental e o outro na parte ocidental do estreito de Ormuz, acrescentando que tentavam seguir uma rota não autorizada.
Os dois navios “envolveram-se em incidentes e foram imobilizados em águas a sul”, indicou ainda o mesmo documento.
Segundo a Guarda Revolucionária, as embarcações tinham desativado todos os sistemas de navegação e posicionamento e, com o apoio do Exército norte-americano — classificado como terrorista por Teerão —, tentavam sair, ignorando os avisos que lhes foram transmitidos via rádio.
A natureza dos “incidentes” não foi especificada, mas o Irão utiliza frequentemente este tipo de terminologia para se referir a navios que já foram alvos de ataques ou atingidos por minas marítimas na zona.
Na quinta-feira, quatro petroleiros incendiaram-se após colidirem com minas marítimas na mesma área, segundo as Forças Armadas iranianas.
A agência marítima britânica UKMTO reportou a ocorrência de dois ataques, sem obter mais detalhes.
O Estreito de Ormuz, delimitado a norte pela costa iraniana e a sul pelo sultanato de Omã, tem cerca de 30 quilómetros de largura no ponto mais estreito.
O Irão reivindica o controlo da via marítima por onde transitava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra desencadeada no final de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos contra Teerão.
O país costuma ter como alvo as embarcações que navegam pela região sem a autorização, ao longo da costa de Omã.
Em resposta, Washington impõe um bloqueio aos portos iranianos e escolta os petroleiros ao longo da rota, enquanto as negociações entre os dois países se encontram num impasse.

