O governo do Japão informou que funcionários da sua embaixada em Moscovo realizaram uma primeira visita consular ao jornalista detido há duas semanas na Rússia sob acusações de espionagem e exigiram a libertação “imediata”.
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27/10/2026
por
Lusa
O governo do Japão informou que funcionários da sua embaixada em Moscovo realizaram uma primeira visita consular ao jornalista detido há duas semanas na Rússia sob acusações de espionagem e exigiram a libertação “imediata”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão informou através de um comunicado que funcionários da delegação diplomática japonesa mantiveram esta segunda-feira um encontro consular em Moscovo com o repórter detido em Sakhalin e posteriormente transferido para a capital russa, tendo indicado que este não apresenta problemas de saúde.
Após a confirmação, o porta-voz do Governo nipónico, Minoru Kihara, afirmou hoje que, a partir de agora, Tóquio continuará a “aproveitar diversas oportunidades para exigir com firmeza à parte russa a sua libertação imediata”.
O Serviço Federal de Segurança (FSB) russo anunciou em meados de outubro a detenção de um jornalista japonês do jornal “Hokkaido Shimbun”, quando este se encontrava em Sakhalin (Extremo Oriente russo), sob acusações de espionagem.
O Governo do Japão convocou, no dia seguinte, o embaixador russo em Tóquio, Nikolai Nozdrev, e, desde então, solicitou em várias ocasiões a concessão “rápida” de uma visita consular no âmbito do tratado entre ambos os países nesta matéria, que estabelece um prazo legal de quatro dias para o primeiro encontro dessa natureza.
O incidente foi confirmado num momento de grande tensão diplomática entre Tóquio e Moscovo, na sequência da primeira visita, em agosto passado, do Presidente russo, Vladimir Putin, à ilha de Iturup (Etorofu, no Japão), nas Ilhas Curilas do Sul, um território reivindicado por Tóquio.
A visita em questão suscitou, na altura, a condenação das autoridades japonesas e uma troca de acusações com o Governo russo, o que agravou a deterioração das relações entre ambos os países, que se prolonga desde a invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

