A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou que espera que o novo Congresso dos EUA, dominado pelos democratas, mantenha o apoio à Ucrânia e aumente a pressão sobre a Rússia.
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04/11/2026
por
Lusa
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou hoje que espera que o próximo Congresso dos Estados Unidos, que será dominado pelos democratas, mantenha o apoio à Ucrânia e “aumente a pressão sobre a Rússia”.
“Os eleitores norte-americanos deixaram clara a sua escolha. Espero que a nova Câmara dos Representantes e o novo Senado continuem a apoiar a Ucrânia e aumentem a pressão sobre a Rússia”, afirmou Kaja Kallas em conferência de imprensa em Bruxelas.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança defendeu que é importante que isso aconteça porque “a Europa e os Estados Unidos (EUA) são muito mais fortes quando estão unidos”.
“E é importante transmitir claramente estas mensagens à Rússia, através de uma maior pressão, para que ponha fim a esta guerra. Vamos ver o que acontece agora”, referiu.
As declarações de Kallas, que estará esta semana em Lisboa, surgem depois de os democratas terem conquistado o controlo das duas câmaras do Congresso norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos as maiorias parlamentares que sustentaram a agenda legislativa de Donald Trump durante os primeiros dois anos do segundo mandato presidencial.
A nova composição do Congresso, que entrará em funções em janeiro, permitirá aos democratas influenciar a política orçamental e a aprovação de legislação, além de reforçar a fiscalização da administração republicana.
Trump conservará, contudo, importantes competências em matéria de política externa, incluindo a condução dos esforços diplomáticos relacionados com a guerra na Ucrânia.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

