Foi assinado na terça-feira o acordo de venda parcial da TAP Air Portugal com a Lufthansa, que é considerado mais um passo no processo de privatização, com o Estado a manter uma posição maioritária de 50,1% do capital.
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04/11/2026
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Foi assinado na terça-feira o acordo de venda direta da TAP Air Portugal com a Lufthansa, aquele que é “mais um passo no processo de privatização, com o Estado a manter uma posição maioritária de 50,1% do capital”, considerou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, numa publicação partilhada nas redes sociais.
“Foi um caminho exigente, em que procurámos um parceiro com dimensão, experiência e capacidade para acrescentar valor à TAP, salvaguardando os interesses estratégicos de Portugal”, explicou ainda o governante.
Miguel Pinto Luz assegurou que “Lisboa continuará a ser o hub da companhia“, sendo que a “marca e a sede permanecerão em Portugal e o Porto será reforçado como segunda base”.
“A TAP ficará mais forte, com uma frota que poderá chegar às 130 aeronaves. Portugal também ganha, com mais investimento no setor aeronáutico nacional e maior capacidade para ligar o país ao mundo e às comunidades portuguesas”, adiantou também o ministro.
Esta operação, prosseguiu, “é o futuro que estamos a construir para a TAP, mas também para Portugal, nomeadamente ao reforçar a conectividade do país, a competitividade da economia e do turismo e a capacidade de atrair investimento”.
O que se segue?
Miguel Pinto Luz detalhou que “seguem-se agora as autorizações regulatórias com a conclusão da operação prevista até julho de 2028“.
De recordar que o Governo selecionou, a 14 de outubro, a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital.
A decisão foi tomada em Conselho de Ministros, depois da análise das propostas vinculativas finais melhoradas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa – os dois grupos que chegaram à fase decisiva da privatização da companhia aérea portuguesa.
De acordo com o Executivo, na escolha pesou, sobretudo, a proposta financeira da Lufthansa, superior em 163 milhões de euros à da Air France-KLM, tendo sido também avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.
A proposta da Lufthansa inclui um preço de referência de 1.025 milhões de euros por 44,9% da TAP, acrescido de 58 milhões de euros em ajustamentos temporais relacionados com a taxa de emissão de bilhetes (‘ticketing fee’), a SPdH (antiga Groundforce, empresa de assistência em terra) e a Cateringpor (serviços de refeições a bordo), além de 118 milhões relativos aos 5% reservados aos trabalhadores, elevando o encaixe potencial para 1.201 milhões de euros.
As reações
Na assinatura do acordo, o presidente executivo do grupo Lufthansa disse, em Lisboa, que a assinatura do contrato de venda parcial da TAP é um “momento muito especial” e disse que a decisão do Governo foi um “excelente sinal”.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da TAP afirmou que a administração e os órgãos de gestão devem manter-se até ao fecho do acordo para venda parcial da empresa à Lufthansa, garantindo a continuidade do plano estratégico e a geração de valor.
Também o “chairman” da TAP, Carlos Oliveira, referiu que não espera que a entrada da Lufthansa no capital da empresa resulte em reduções de custos ou de funções.
Do lado do Governo, o primeiro-ministro sublinhou que o Estado português será “um parceiro leal e exigente” na relação com a Lufthansa na TAP e reiterou o interesse na privatização total, que classificou como “salvaguarda dos interesses do país”.

