A capital de Angola, Luanda, vai ser a cidade mais populosa da África subsaariana em 2050, com 20,3 milhões de habitantes, segundo o Banco Mundial.
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29/10/2026
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A capital de Angola, Luanda, vai ser a cidade da África subsaariana mais populosa em 2050, com 20,3 milhões de habitantes, suplantando Lagos, na Nigéria, devido ao crescimento de 78% nas próximas duas décadas, prevê o Banco Mundial.
“Até 2050, prevê-se que a população de Luanda, a capital de Angola, aumente 78%, passando de 11,4 milhões para 20,3 milhões, ultrapassando Lagos como a cidade mais populosa da África subsaariana”, lê-se no relatório, hoje divulgado, do Banco Mundial sobre as cidades da região, que tem como título “O Despertar Urbano da África subsaariana”.
Nas previsões sobre o crescimento populacional e as profundas implicações económicas para a região, o Banco Mundial nota que apesar de Lagos perder o título de maior cidade dessa região africana, terá um crescimento de 25% até 2050, passando de 12,8 milhões para 16,2 milhões de habitantes.
Na lista das 15 cidades mais populosas a meio deste século não há grandes alterações face às atuais, com exceção para a entrada das capitais do Mali e Somália, Bamaco e Mogadíscio, respetivamente, com 7,6 e 7,2 milhões de pessoas.
Kinshasa, na República Democrática do Congo, Dar es Salaam, na Tanzânia, e Adis Abeba, na Etiópia, estarão também entre as cidades mais populosas em África em 2050, todas com mais de 10 milhões de habitantes.
Desde 1975, o número de pessoas nas áreas urbanas da África subsaariana aumentou em 742,4 milhões, passando de 170,2 para 912,6 milhões, e até 2050, a região terá um aumento quase idêntico, 748 milhões, elevando o número total de habitantes urbanos para 1,7 mil milhões.
Com este crescimento populacional, o Banco Mundial afirma que nas próximas décadas o continente terá de criar 15 milhões de novos postos de trabalho “apenas para acompanhar o ritmo de crescimento da sua força de trabalho jovem em rápida expansão”.
A instituição alerta ainda que os governos têm de tomar “medidas decisivas para abordar as principais restrições ao desempenho urbano e, desse modo, aproveitarem uma janela de oportunidade que se está a fechar rapidamente”.
Orientar o investimento público para onde terá o maior impacto no emprego e no investimento privado, moldar a expansão urbana e diferenciar as abordagens para as cidades mais pequenas são algumas das principais recomendações.
No relatório, o Banco Mundial refere ainda que encara o capital privado como essencial para o desenvolvimento africano.
Reconhecendo que as restrições orçamentais não permitem fazer tudo ao mesmo tempo, o Banco Mundial diz que, neste contexto de escassez, “a tarefa consiste em fazer uma boa escolha: investir onde a ação pública possa estimular o investimento privado e a criação de emprego, planear com antecedência suficiente para orientar o crescimento antes que os custos aumentem e concentrar os recursos onde estes possam criar melhores oportunidades económicas”.

