Lucro do Banco Português de Fomento cresce 54% até setembro

Lucro do Banco Português de Fomento cresce 54% até setembro

O Banco Português de Fomento (BPF) registou um lucro de 8,1 milhões de euros até setembro, um aumento de 54% em relação ao mesmo período de 2025, superando o resultado total do ano passado.

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04/11/2026
por

Lusa

O Banco Português de Fomento (BPF) teve um lucro de 8,1 milhões de euros até setembro, uma subida de 54% em termos homólogos e um valor que já ultrapassou o resultado total de 2025.

A instituição anunciou hoje que nos primeiros nove meses deste ano, o banco soberano registou um resultado líquido acima dos 7,8 milhões de euros acumulados no total de 2025.

O BPF assinala que este valor está “quase duas vezes acima do orçamento para o trimestre”, estimado em 4,3 milhões de euros, e “já cumpre 76% do orçamento de 2026”.

Ao mesmo tempo, o rendimento dos capitais próprios, representado pelo ROE, subiu para 1,9%, contra 1,2% à mesma data de 2025.

Na apresentação dos resultados, na Unicorn Factory, em Lisboa, o administrador financeiro do BPF, Miguel Alves, sinalizou que os resultados líquidos são importantes para mostrar a solidez negócio, mas que “a métrica e o foco são os empresários e as empresas”.

“A métrica do sucesso é o impacto gerado nas empresas”, sublinhou.

“Nós hoje temos mais risco no balanço, foi esse o nosso propósito, não queríamos ter uma sociedade gestora, queríamos ter um banco que coloca o seu balanço ao serviço da economia e, portanto, as imparidades vão acompanhar esse crescimento”, sublinhou.

Na apresentação dos resultados foi ainda divulgado um balanço das empresas apoiadas entre 2023 e 2026, que totalizaram 19.857 e representaram um Valor Acrescentado Bruto (VAB) de 19.800 milhões de euros em 2025 (cerca de 12% do total).

Já o produto bancário avançou 65% em termos homólogos, para 38 milhões de euros, enquanto os capitais próprios subiram cerca de 20 milhões de euros, para 612 milhões de euros.

Quanto ao ativo líquido cresceu 2,3 vezes face ao verificado um ano antes, para 1.598 milhões de euros, numa variação atribuída, principalmente, à contribuição extraordinária recebida ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e destinada ao IFIC.

Miguel Alves apontou que deverá haver ainda este ano um “relevante aumento de capital” já acordado com o Estado.

O presidente executivo do banco, Gonçalo Regalado, detalhou que o aumento este ano deverá ser de 150 milhões de euros e de 450 milhões de euros “em cada um dos anos de 2027, 2028 e 2029”.

Do lado das Finanças, este valor já foi disponibilizado “há vários meses”, mas continua a aguardar a autorização da Comissão Europeia e a seguinte aprovação do Banco de Portugal (BdP).

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