O reembolso do IRS pode sofrer um corte de até 70% em 2027, segundo simulações da PwC, devido à redução da retenção na fonte aplicada em novembro. Apesar disso, o salário de novembro será mais recheado.
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28/10/2026
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Notícias ao Minuto, Lusa
Já toda a gente está a contar com um salário mais recheado em novembro, mas, atenção, porque o reembolso do IRS pode sofrer um corte de até 70% por causa da redução da retenção na fonte que vai ser aplicada no próximo mês.
Um solteiro com um salário bruto mensal de 1.500 euros receberia 247 euros de reembolso sem o corte extraordinário da retenção. Porém, com a aplicação da medida, receberá apenas 79 euros: menos 168 euros, uma quebra de 68%, de acordo com simulações da PwC para o Jornal de Notícias (JN).
Ora, esta média de 70%, refira-se, diz respeito às situações simuladas pela consultora e não a uma previsão para a totalidade dos contribuintes, mas um casal com um dependente, por exemplo, poderá sentir o mesmo efeito, noticia o mesmo jornal.
Significa isto que, apesar de as famílias ficarem com mais dinheiro disponível em novembro, devem contar com um reembolso menor em 2027, quando entregarem o IRS de 2026.
A dimensão do corte, refira-se, dependerá dos rendimentos, das retenções e das deduções à coleta do agregado, explica ainda o JN.
Salário mais recheado em novembro: Porquê?
O Governo anunciou uma redução para metade das retenções na fonte sobre os salários e pensões pagos em novembro, incluindo o subsídio de Natal. Isto para fazer refletir-se já na carteira das famílias a redução do IRS até ao 6.º escalão, no valor de 400 milhões de euros, destinada a apoiar a classe média.
Este alívio deverá ser sentido por todos os contribuintes que pagam este imposto, devido à progressividade do IRS.
“Esta descida abrange, na prática, todos os contribuintes de IRS, mesmo aqueles que estão acima no escalão de rendimentos, dada a progressividade do imposto”, explicou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Parlamento, quando anunciou a medida.
Na altura, Montenegro também esclareceu que “este alívio fiscal será já sentido com uma redução das retenções da fonte em novembro, no salário e no subsídio de Natal“.

