Menina de 4 anos morre de difteria em Itália. Pais recusaram vaciná-la

Menina de 4 anos morre de difteria em Itália. Pais recusaram vaciná-la

Uma menina de 4 anos morreu de difteria em Palermo, Itália. Os pais admitiram aos médicos que acreditavam que o autismo da prima tinha sido causado pela vacina contra a doença, por isso, não quiseram vacinar a filha.

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20/08/2026
por

Natacha Nunes Costa

Na semana passada, entre quarta e quinta-feira, Anna começou com os primeiros sintomas: febre, falta de apetite, vómitos. A mãe, Manuela, que tem outros três filhos, pensou que fosse um qualquer vírus sazonal. No entanto, o estado de saúde da filha piorou e, no sábado, já tinha dificuldades em respirar e febre cada vez mais alta.

Quando a menina chegou ao hospital, no sábado, já estava em estado grave. Entretanto, foi entubada, devido ao agravamento do seu estado de saúde e transferida para a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Infantil de Palermo.

Os médicos fizeram todos os possíveis para a salvar, mas sem sucesso. Durante a noite, os órgãos entraram em falência.

O Ministério Público (MP) abriu agora uma investigação à morte da menina. O corpo foi apreendido e será submetido a uma autópsia nos próximos dias.

Há uma década que não morria uma pessoa com diferia em Itália. O último caso detetado na Europa foi há quatro anos, em Espanha, numa aldeia sem vacinação.

Recorda o La Repubblica que a difteria é contraída pelo ar. A bactéria começa por atacar o trato respiratório superior, mas rapidamente se espalha. Se for detetada a tempo, pode ser tratada com antibiótico. No caso de Ana, os pais confundiram com uma amigdalite comum.