O investimento na Defesa está a impulsionar o mercado imobiliário industrial europeu, com quase 200 aberturas de instalações e anúncios de investimento na produção ligada a este setor desde 2024, segundo dados da Cushman & Wakefield.
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15/10/2026
por
Lusa
O investimento na Defesa está a impulsionar o mercado imobiliário industrial europeu, tendo-se verificado quase 200 aberturas de instalações e anúncios de investimento na produção ligada a este setor na Europa, desde 2024, segundo dados da Cushman & Wakefield.
De acordo com a análise da consultora que opera no setor do imobiliário comercial, registaram-se 197 aberturas de instalações e anúncios de investimento na produção ligada à Defesa em toda a Europa desde o início de 2024.
Mais de metade dos investimentos diz respeito a novas instalações (54%), sendo que, deste total, 36% correspondem a projetos de construção nova e 17% à aquisição, arrendamento ou reconversão de edifícios existentes, segundo o relatório “Future Flows: Global Dynamics & European Industrial Real Estate”.
Os restantes 46% referem-se à expansão de unidades industriais já existentes.
O maior número de novos investimentos está concentrado no Reino Unido, Alemanha e França, destacando-se ainda a atividade “significativa em Espanha, Itália, Suécia, Turquia, Bélgica e Países Baixos”.
Já a Europa Central e de Leste, liderada pela Polónia, surge como um “destino importante de investimento, sobretudo em artilharia, munições e outras capacidades de produção ligadas à Defesa”.
Portugal, por sua vez, tem um peso reduzido nesta análise, mas a consultora destaca, em comunicado, que há sinais a apontar para a mesma tendência, com o reforço do investimento em Defesa a impulsionar novos projetos industriais, como a revitalização do Arsenal do Alfeite e a futura fábrica de drones anunciada pela Keydef e pela Flying Wedge Defence and Aerospace.
Ainda segundo o estudo, a necessidade mais frequente corresponde a instalações entre 10.000 m² e 25.000 m², situando-se a área média das novas unidades em cerca de 20.000 m², com várias empresas a ocupar instalações industriais convencionais e a adaptá-las à produção para o setor da Defesa.

