A Mercedes diz não ter a possibilidade de investir dinheiro no desenvolvimento do seu monolugar de Fórmula 1 para acompanhar os adversários. O fabricante alemão tem vindo a dominar a temporada.
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25/08/2026
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Notícias ao Minuto
A Mercedes tem tido o ascendente na temporada de 2026 da Fórmula 1, com Andrea Kimi Antonelli a liderar destacado e com o maior número de vitórias. Mas não tem como acompanhar o ritmo de desenvolvimento das equipas rivais nesta fase do ano.
Tudo se deve a falta de dinheiro, sem que o problema seja uma crise financeira: é que há um teto orçamental de 215 milhões de dólares a cumprir, com cada equipa a ter a sua estratégia de como distribuir os gastos ao longo do ano dentro desse limite.
E é daí que vem a falta de capacidade de reação da Mercedes neste momento, segundo o diretor-executivo e o chefe de equipa, Toto Wolff. Desde maio que não existem novidades significativas no W17.
Citado pelo site Motorsport, o dirigente explicou a situação: “Não temos dinheiro para pôr desenvolvimentos no carro. Disse antes que estamos a tentar dividi-lo de forma uniforme ao longo da época com base nos nossos cálculos de quando podemos introduzir as maiores atualizações e otimizar os pontos no campeonato. Mas simplesmente não podemos fazer o que não podemos fazer“.
A Mercedes não deverá introduzir atualizações significativas no monolugar antes de outubro no GP do Bahrein (que, recorde-se, disputa-se na Malásia). E Toto Wolff recordou que há diferentes estratégias de investimento: “Verão na parte final da época se eles vão ser capazes de pôr tantas coisas no carro como agora. Alguém pode ter uma estratégia diferente de gastar mais no início e no meio da época do que na parte final”.
Entrada forte, mas rivais aproximam-se
A temporada começou com uma entrada em grande plano da Mercedes, que se mostrou forte e dominadora: ganhou as seis primeiras rondas da temporada para se isolar no topo dos campeonatos. Mas, entretanto, os rivais mostram sinais de recuperação – quer a Ferrari, quer a McLaren, que já contabilizam dois triunfos cada. A formação de Woking dominou as últimas duas rondas com Lando Norris, nas quais a Mercedes não teve argumentos para disputar o triunfo.
Certo é que, apesar de ter perdido pontos com problemas de fiabilidade resultantes em abandonos, a Mercedes continua a mostrar-se competitiva e consistente na luta pelos pódios – o que pode ser fundamental perante a vantagem pontual que tem, pese embora sejam esperadas penalizações em grelhas de partida por exceder o número máximo de componentes permitidos. Por agora, Andrea Kimi Antonelli lidera com mais 59 pontos do que o colega George Russell e do que Lewis Hamilton (Ferrari) e a Mercedes está com 87 pontos de avanço entre os construtores.

