Mais de dois milhões de carros podem ter uma falha de segurança passível de ser uma porta de entrada a ataques – que, no limite, podem como que tornar o automóvel num “zombie”, fora do controlo do condutor.
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27/07/2026
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Notícias ao Minuto
Na era digital, nem mesmo os automóveis ficam a salvo de ataques com recurso a ferramentas informáticas. E podem existir milhões de carros com uma falha de segurança que pode facilitar ataques com base em Bluetooth.
É a conclusão de um estudo da Universidade da Califórnia San Diego. Vários concessionários instalaram um dispositivo controlado por uma aplicação móvel – numa medida anti-roubo.
Ao todo, são 2,2 milhões de automóveis adquiridos a concessionários no sul da Califórnia nos últimos nove anos – concessionários esses das marcas Ford, Honda, Jeep, Mazda e Toyota. Mas as viaturas podem até já ter sido exportadas para fora dos Estados Unidos da América e existe uma base de dados de acesso público com informação acerca de todos os veículos que têm o sistema de segurança em causa.
Com a ligação de uma aplicação móvel via Bluetooth, é possível aceder a uma distância de 4,6 metros à ignição (impedir o automóvel de ligar), trancar e destrancar as portas, controlar a buzina e até os faróis. Como todos os dispositivos KARR-SWDS têm a mesma chave de segurança, se esta for violada, todos os automóveis que os tenham ficam vulneráveis.
Alterar a chave de segurança e desligar o Bluetooth não resolve a lacuna. Mesmo optando por não manter a assinatura, o dispositivo continua lá e ativo. E, com este grau de possibilidades, assaltar um carro pode ser tão fácil como ligar um aparelho através de Bluetooth e destrancar as portas.
Os veículos afetados poderão ter a etiqueta KARR-SWDS na janela do condutor, enquanto o dispositivo em causa está instalado sob o painel de instrumentos e é de difícil remoção. “É preciso abrir o painel de instrumentos e cortar e voltar a ligar os fios que estão profundamente interligados com os computadores e com o sistema de ignição do carro”, segundo a explicação de um co-autor do estudo, Yibo Wei.
Entretanto, a empresa que fabrica os dispositivos já lançou uma atualização para corrigir a lacuna de segurança na semana passada – a 20 de julho. No entanto, é necessário descarregar uma aplicação e o professor Aaron Schulman, da Universidade da Califórnia San Diego, alerta que muitos proprietários podem nem estar cientes da vulnerabilidade do automóvel.

