O chefe da diplomacia russa chegou hoje a Teerão para uma visita oficial, num momento em que o Presidente norte-americano aliviou as sanções contra Moscovo e defendeu que a Rússia não ajuda o Irão na guerra.
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19/10/2026
por
Lusa
O chefe da diplomacia russa chegou hoje a Teerão para uma visita oficial, num momento em que o Presidente norte-americano aliviou as sanções contra Moscovo e defendeu que a Rússia não ajuda o Irão na guerra.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, logo após aterrar na capital da República Islâmica, reuniu-se com o homólogo do país, Abbas Araghchi.
Durante a reunião, os chefes de diplomacia discutiram questões bilaterais, regionais e internacionais, segundo a agência iraniana IRNA.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, indicou no domingo que a visita tem como objetivo acompanhar a aplicação dos acordos bilaterais e trocar opiniões sobre os acontecimentos regionais e internacionais.
Segundo a agência russa TASS, Lavrov será também recebido pelo Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e apresentará as medidas que Moscovo está a adotar para reduzir as tensões relacionadas com a guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel.
A visita ocorre depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter atenuado a aplicação de sanções contra a Rússia e ter assegurado que Moscovo não está a ajudar Teerão no conflito iniciado a 28 de fevereiro.
Lavrov irá também abordar com os interlocutores iranianos os resultados das reuniões que realizou no domingo, em Manama, no Bahrein, com representantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que solicitaram à Rússia que utilizasse as suas relações com Teerão para pôr fim aos ataques iranianos contra os países desta aliança árabe, composta pela Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.
O Irão lançou dezenas de ataques contra bases e alvos norte-americanos em países árabes durante os primeiros quarenta dias da guerra e mantém bloqueado o estreito de Ormuz, o que perturbou a navegação nesta passagem marítima estratégica, onde continua a lançar ataques contra navios e petroleiros.

