Moçambique vai asfaltar 240 km da Estrada Nacional 324 (N324), na Zambézia, num investimento de 13.154 milhões de meticais (179,7 milhões de euros), após a adjudicação de cinco empreitadas pela ANE.
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04/11/2026
por
Lusa
Moçambique vai asfaltar 240 quilómetros da Estrada Nacional 324 (N324), na Zambézia, num investimento de 13.154 milhões de meticais (179,7 milhões de euros), após a adjudicação de cinco empreitadas pela Administração Nacional de Estradas (ANE).
De acordo com uma adenda ao anúncio de adjudicação da Delegação Provincial da ANE na Zambézia, consultada pela Lusa, as obras integram o Programa Acelerado de Reabilitação e Construção de Estradas Nacionais 2026-2031 “Mais Estradas”.
As cinco empreitadas abrangem troços da N324 que totalizam cerca de 240 quilómetros, ligando os distritos de Maganja da Costa, Namacurra e Pebane, no centro do país.
A maior adjudicação, de 3.338,8 milhões de meticais (45,6 milhões de euros), foi atribuída à empresa chinesa China Henan International Cooperation Group Co Ltd (CHICO) para a asfaltagem do troço Namacurra-Macuse, com 46 quilómetros. A empresa chinesa venceu igualmente o concurso para a asfaltagem do troço Malei-Maganja da Costa, com 56 quilómetros, por 3.121,2 milhões de meticais (42,7 milhões de euros).
As restantes três empreitadas foram adjudicadas à Serralharia e Construções Nasser. O troço Maganja da Costa-Rio Muedebo, com 40 quilómetros, está orçado em 1.911,9 milhões de meticais (26,1 milhões de euros), o troço Rio Muedebo-Rio Munhiga, com 49 quilómetros, em 2.452,5 milhões de meticais (33,5 milhões de euros), e o troço Rio Munhiga-Pebane, também com 49 quilómetros, em 2.329,8 milhões de meticais (31,8 milhões de euros).
O programa “Mais Estradas”, a desenvolver até 2031, constitui uma das principais apostas do Governo para ampliar a rede rodoviária asfaltada e melhorar a ligação entre centros de produção, corredores logísticos e zonas costeiras do país.
Em outubro, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, afirmou que o programa está avaliado globalmente em 2,8 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) e prevê intervenções em mais de 3.000 quilómetros de estradas em todo o país.
Segundo o governante, a iniciativa já se encontrava numa fase avançada de implementação, com concursos públicos lançados e propostas em avaliação para posterior adjudicação, prevendo o Governo avançar para a mobilização de equipamentos e início dos trabalhos durante o primeiro trimestre de 2027.
João Matlombe defendeu igualmente uma mudança na gestão da rede rodoviária nacional, assente num maior rigor no planeamento, definição de prioridades e utilização dos recursos disponíveis.
“Não podemos continuar a intervir nas estradas apenas quando a degradação atinge níveis críticos”, afirmou então o ministro, defendendo uma estratégia baseada na conservação preventiva, qualidade das obras, cumprimento dos prazos contratuais e reforço da fiscalização.

