A NASA alertou que o telescópio espacial Swift cairá na Terra sem controlo hoje, prevendo que o equipamento se desintegre quase por completo ao atravessar a atmosfera. A agência estima que eventuais fragmentos remanescentes caiam numa área ainda desconhecida, sem causar danos à superfície, após quase 22 anos de missão.
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04/11/2026
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Lusa
Lusa | 16:59 – 29/10/2026
O local exato da queda é ainda desconhecido. A NASA esclareceu, no entanto, que os fragmentos que sobreviverem à passagem pela atmosfera cairão numa faixa intertropical, situada entre os 20,6 graus de latitude norte e os 20,6 graus de latitude sul.
Esta área abrange, principalmente, águas oceânicas abertas, as Caraíbas, a América Central, o norte da América do Sul, bem como regiões da África Central e do Sudeste Asiático.
A agência espacial salientou que o risco de alguém na Terra sofrer danos “é improvável, sendo de aproximadamente uma hipótese em 2.100”.
Em agosto, a NASA confirmou que o reingresso ocorreria de forma descontrolada, após o fracasso de uma missão robótica que pretendia capturar o telescópio e empurrá-lo para o espaço.
Lançado em novembro de 2004 para uma missão de dois anos, o Swift observou mais de 2.000 explosões de raios gama, as mais potentes do cosmos, e mais de 1.400 supernovas.
Os seus dados serviram de base para cerca de 7.000 artigos científicos, segundo a NASA.
Esta rapidez permitiu-lhe captar, em 2005, pela primeira vez, o brilho de uma explosão curta, de apenas 0,03 segundos, o que veio corroborar a teoria de que tais explosões surgem da fusão de duas estrelas de neutrões.
O seu reingresso na Terra é um processo natural, após décadas de utilização, uma vez que o telescópio não foi equipado com dispositivos de propulsão que lhe permitissem ganhar altitude em órbita.
O telescópio deixa um arquivo público de cerca de 12 terabytes, contendo mais de 1,5 milhões de imagens.
A NASA procura, através de outras missões, suprir a capacidade que tinha de reagir rapidamente aos fenómenos cósmicos.

