Moscovo considerou positiva reunião de Melania com russos e ucranianos

Moscovo considerou positiva reunião de Melania com russos e ucranianos

A presidência da Rússia considerou positiva a reunião entre representantes russos e ucranianos e a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, que se realizou em Washington.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images


06/11/2026
por

Lusa

Melania Trump

A presidência da Rússia encarou hoje como “muito positiva” a reunião realizada na quinta-feira, em Washington, entre representantes russos e ucranianos e a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.

 

“Sem dúvida, foi uma reunião muito positiva. E, o que é ainda mais importante, mantém-se o ânimo positivo e a vontade de continuar este trabalho humanitário”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.

Peskov salientou que Melania Trump e a equipa da primeira-dama dos Estados Unidos se empenharam consideravelmente para levar a bom termo a missão humanitária em Oleshky — uma localidade na região ucraniana de Kherson ocupada pelas tropas russas —, onde a população não tinha acesso a alimentos e medicamentos.

Durante a intervenção em Washington, a primeira-dama reconheceu os esforços dos presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Rússia, Vladimir Putin, para se alcançar o cessar-fogo provisório que permitiu a chegada de ajuda humanitária e a retirada de parte da população da localidade.

Melania Trump disse que a cooperação entre os dois chefes de Estado estabeleceu um precedente significativo para o avanço da paz em toda a região.

No encontro de Washington participaram o enviado especial de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, e o de Zelensky, o provedor de Justiça ucraniano, Dmytro Lubinets, que coordenou a missão humanitária em Oleshky ao lado da homóloga russa, Yana Lantratova.

O Presidente da Ucrânia decidiu condecorar a primeira-dama pelo papel que desempenhou na mediação, atribuindo-lhe a Ordem da Princesa Olga de primeiro grau — uma distinção do Estado ucraniano conferida exclusivamente a mulheres —, a qual lhe foi entregue na quinta-feira por representantes ucranianos.

A trégua, que durou seis dias e terminou na noite de domingo, permitiu a retirada de residentes desta cidade situada na linha da frente na região de Kherson, com acesso minado e sob fogo cruzado de drones russos e ucranianos, que a deixaram durante meses com graves carências.

Estima-se que 2.000 pessoas permanecessem em Oleshky quando a trégua temporária entrou em vigor a 27 de outubro. Foi-lhes oferecida a escolha de sair para territórios controlados pela Ucrânia ou Rússia, ou permanecer na cidade com alimentos e suprimentos médicos reabastecidos.

As autoridades ucranianas não disseram quantos residentes foram retirados de Oleshky e restringiram detalhes da sua rota para proteger os que permaneceram e salvaguardar futuras missões humanitárias. Melania Trump afirmou nas redes sociais que o comboio humanitário poderia retirar em segurança mais de 750 pessoas.

Este é o cessar-fogo mais longo desde o início da invasão russa em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Nem Kiev nem Moscovo reportaram quaisquer violações do acordo, ao contrário de outros cessar-fogos parciais, incluindo durante a Páscoa Ortodoxa.

Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, ao reunir-se na quinta-feira com Dmitriev, que vai ser alcançado “um grande acordo” que vai abranger “mais do que a Ucrânia”.

As declarações de Trump ocorreram antes de serem retomadas — após uma pausa de nove meses — das negociações sobre a Ucrânia com a mediação dos Estados Unidos, na próxima terça-feira, em Abu Dhabi.

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