Mulheres líderes em Portugal acreditam no crescimento das empresas

Mulheres líderes em Portugal acreditam no crescimento das empresas

Segundo um estudo da KPMG, a maioria das mulheres líderes em Portugal está confiante no crescimento das suas empresas nos próximos três anos, apesar de mostrarem cautela em relação ao contexto económico externo.

© iStock


20/10/2026
por

Lusa

A generalidade das mulheres líderes em Portugal estão confiantes no crescimento das suas empresas nos próximos três anos, mas revelam-se prudentes relativamente ao contexto económico externo, de acordo com um estudo da KPMG.

 

De acordo com o Global Female Leaders Outlook 2026, as “líderes portuguesas inquiridas mantêm elevada confiança na capacidade de crescimento das organizações que lideram”, sendo que 88% das participante estão “confiantes ou muito confiantes nas perspetivas de crescimento da sua própria empresa nos próximos três anos”.

A confiança, todavia, diminuiu no longo prazo, com 70% a mostrarem-se confiantes relativamente ao respetivo setor e 35% quanto à evolução da economia portuguesa.

As participantes portuguesas demonstram maior confiança na sua própria empresa do que a média global, 88% face a 72%, e também no respetivo setor, 70% face a 62%. Em contrapartida, revelam-se mais cautelosas quando olham para a economia nacional, 35% face a uma média global de 41%.

O estudo indica também que crescer pode não significar aumentar o número de trabalhadores e em Portugal, 67% esperam um aumento dos resultados das suas organizações nos próximos três anos, enquanto apenas 38% antecipam um crescimento do número de trabalhadores.

Globalmente, a diferença é semelhante, 69% esperam crescimento dos resultados e apenas 38% preveem aumentar as equipas.

A tecnologia assume, neste contexto, um papel cada vez mais relevante, sendo que entre as participantes portuguesas, 61% indicam que as suas organizações estão a privilegiar o investimento em novas tecnologias, enquanto 35% apontam o desenvolvimento de competências. A nível global, as percentagens são de 64% e 36%, respetivamente.

O estudo chama também à atenção para a saúde da mulher enquanto fator de desempenho e de sustentabilidade das carreiras.

A nível global, 97% das inquiridas consideram que as organizações têm responsabilidade nesta matéria, 70% afirmam que fatores relacionados com a saúde da mulher já afetaram o seu trabalho quotidiano e 63% indicam que influenciaram decisões ao longo da carreira.

Apesar desta relevância, uma em cada quatro participantes refere que a sua organização ainda não disponibiliza qualquer medida específica. Em Portugal, essa percentagem é de 26%.

O estudo engloba opiniões de 634 líderes e de Portugal foram recolhidas 34 respostas, disse fonte oficial à Lusa.

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