O navio de investigação “Azores Ocean” realizou a sua primeira missão científica, integrando a campanha oceanográfica AMPO2026, dedicada à caracterização dos ecossistemas do arquipélago açoriano. A missão incluiu a análise de “habitats” de profundidade e a obtenção de dados de referência para a monitorização das áreas marinhas protegidas.
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04/11/2026
por
Lusa
Azores Ocean
O navio de investigação “Azores Ocean” realizou a sua primeira missão científica, integrando a campanha oceanográfica AMPO2026, dedicada à caracterização dos ecossistemas do arquipélago açoriano.
Segundo o Governo Regional dos Açores, a missão incluiu ainda ‘habitats’ de profundidade e a obtenção de dados de referência para a futura monitorização das áreas marinhas protegidas.
Citado em nota de imprensa, o secretário regional do Mar e das Pescas, Mário Rui Pinho, considerou que esta primeira missão “representa a entrada em plena atividade científica do ‘Azores Ocean’ e, sobretudo, a concretização da capacidade que se pretende colocar ao serviço do conhecimento do mar dos Açores”.
“É uma capacidade que permite reforçar a investigação científica e melhorar a informação disponível para acompanhar e proteger os nossos ecossistemas marinhos”, afirmou.
A primeira fase da campanha AMPO2026 decorreu entre 26 de outubro e terça-feira e contou com serviços científicos contratados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) à Universidade dos Açores, através do Instituto OKEANOS, responsável pela componente científica.
Os trabalhos foram orientados para a aquisição de conhecimento sobre ‘habitats’ de profundidade e para o estabelecimento de dados de referência que possam sustentar a futura monitorização e avaliação da eficácia da implementação das áreas marinhas protegidas que integram a Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores.
O OKEANOS foi responsável pelo planeamento científico das missões, a definição das metodologias e dos trabalhos a desenvolver, a participação na execução das atividades científicas e o tratamento e organização dos dados e resultados obtidos.
Mário Rui Pinho considerou que “o valor deste navio mede-se precisamente pela sua utilização efetiva”, permitindo “criar melhores condições para que a ciência conheça o mar dos Açores e para que esse conhecimento apoie decisões cada vez mais sustentadas sobre a sua gestão e conservação”.
O Azores Ocean prossegue a campanha AMPO2026 com uma segunda fase operacional, prevista entre 07 de novembro e 09 de dezembro, em cooperação com a Marinha Portuguesa e com coordenação científica do Instituto Hidrográfico.
No âmbito desta nova etapa, estão previstos levantamentos batimétricos e geofísicos a sul das ilhas de São Miguel e do Faial.
Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito da Componente C10 – Mar, o ‘Azores Ocean’ integra o investimento do ‘cluster’ do mar dos Açores e representa, no conjunto do navio, equipamentos científicos e veículo submarino operado remotamente um investimento de cerca de 30 milhões de euros.
Com cerca de 46 metros de comprimento, propulsão diesel-elétrica e capacidade para realizar operações científicas multidisciplinares até grandes profundidades, o navio está equipado com sistemas avançados de batimetria, sonar, acústica submarina, monitorização ambiental e investigação do mar profundo.

