Estudos revelam que alguns medicamentos para emagrecer podem desencadear queda de cabelo. Embora não seja um problema diretamente relacionado com os fármacos, especialistas explicam o que pode levar a esta perda de cabelo.
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01/07/2026
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Queria perder peso e também começou a perder cabelo? Estudos recentes, embora afastem a relação direta da toma de fármacos (que fazem emagrecer) com a queda de cabelo, relacionam-na com os efeitos secundários da perda de peso.
Por isso, se lhe foi receitada a toma de Ozempic ou outro medicamento com características semelhantes, é provável que vá começar a registar uma queda de cabelo.
O que é que têm em comum esses medicamentos?
A semaglutida presente no Ozempic e no Wegovy, isto é, a substância normalmente conhecida para tratar a diabetes tipo 2, por ser responsável por regular o apetite e o açúcar no sangue, até ao momento não apresenta evidências claras de que possa estar a causar diretamente queda de cabelo. No entanto, alguns médicos revelam ao Good RX que há, de facto, pessoas que apresentam este sintoma capilar logo após darem início a este tipo de tratamento com semaglutida – e há uma explicação científica.
Como é que se relaciona a semaglutida com a queda de cabelo?
Dado que o objetivo da semaglutida passa por ajudar o corpo a “libertar mais insulina após as refeições e impede que o fígado produza mais açúcar”. Estes especialistas adiantam que isso também faz “diminuir a velocidade com que o estômago esvazia, o que pode fazer com que as pessoas se sintam mais inchadas durante mais tempo e, por isso, com menos apetite” – e são todas essas coisas que levam a um melhor controlo do açúcar no sangue.
Embora pareça tudo favorável à perda de peso, e mesmo parecendo não existir uma relação direta com a saúde capilar, os médicos explicam que a queda de cabelo pode estar, na realidade, relacionada com a própria perda de peso.
Eflúvio telógeno – a explicação por trás da perda de cabelo
A rapidez com que se perde peso pode tornar-se a causa da queda de cabelo, na medida em que as pessoas podem desenvolver uma condição chamada eflulúvio telógeno.
Segundo explicam, eflúvio telógeno desenvolve-se quando “muitos folículos capilares passam da fase de crescimento para a fase de repouso ao mesmo tempo”.
Durante essa fase de descanso, “os folículos capilares soltam os cabelos e, normalmente, os folículos capilares passam da fase de crescimento para a fase de repouso em momentos ligeiramente diferentes”.
Apesar disso evitar que o cabelo caia de uma vez só, “quando muitos folículos mudam de cabelo ao mesmo tempo, as pessoas começam a aperceber-se da queda e afinamento de cabelo”.
Note que esta não é a única explicação, por trás da queda de cabelo podem estar outros fatores relacionados com deficiências nutricionais, dado que durante a toma do medicamento há redução de apetite e, como consequência, uma menor ingestão de alimentos – em muitos casos a deficiência é de alimentos essenciais e que favorecem a manutenção e crescimento das unhas e cabelo.
“Não ingerir vitaminas e minerais suficientes pode levar à queda de cabelo. Baixos níveis de vitamina D e zinco têm sido associados à queda de cabelo”, alertam.
Quando se começam a sentir os efeitos?
Se a causa estiver relacionada com o eflulúvio telógeno, a mesma fonte sublinha que, por norma, os efeitos começam a sentir-se “cerca de 3 meses após a perda de peso rápida”, por isso, podem nem associar de imediato estas mudanças no cabelo à toma dos medicamentos.
Ainda assim, antes de assumir que a origem da queda de cabelo é exatamente esta, deve informar-se com um médico especialista.

