Oito detidos por burla. Vítimas lesadas em dezenas de milhares de euros

Oito detidos por burla. Vítimas lesadas em dezenas de milhares de euros

Quatro mulheres e quatro homens foram detidos por serem suspeitos da prática dos crimes de burla qualificada, abuso de cartão, dispositivo ou dados de pagamento, branqueamento e associação criminosa, tendo lesado as vítimas em valores que ascendem a várias dezenas de milhares de euros.

© PJ


24/08/2026
por

Notícias ao Minuto

Quatro mulheres e quatro homens com idades entre os 24 e os 48 anos foram detidos por serem suspeitos da prática dos crimes de burla qualificada, abuso de cartão, dispositivo ou dados de pagamento, branqueamento e associação criminosa, que terão lesado diversas vítimas em valores que ascendem a várias dezenas de milhares de euros. Um dos homens foi também detido por posse de arma proibida.

 

As detenções deram-se no âmbito da operação “ScamWay”, tendo sido realizadas seis buscas domiciliárias nos concelhos da Nazaré, Tondela, Évora, Vila Viçosa e Setúbal, detalhou a Polícia Judiciária (PJ), num comunicado endereçado às redações, esta segunda-feira.

A mesma nota assinalou que foram também “apreendidos diversos elementos com relevante interesse probatório, designadamente documentação, equipamento informático e outro material relacionado com a atividade criminosa em curso, objetos de valor e ainda armas de fogo e munições”.

Os investigadores apuraram ainda que “o grupo terá desenvolvido uma atividade criminosa de natureza essencialmente patrimonial, recorrendo para o efeito a meios informáticos para a concretização de esquemas fraudulentos”.

A operação contou com a participação de 51 elementos da PJ, provenientes do Departamento de Investigação Criminal de Braga, das Diretorias do Norte, Centro e Sul, das unidades de Setúbal e Évora, assim como da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática. A ação contou também com a colaboração da Polícia de Segurança Pública de Setúbal e da Unidade Especial de Polícia.

Os suspeitos foram presentes às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório e aguarda-se a determinação das medidas de coação.

As autoridades prosseguem as diligências, “com vista ao cabal esclarecimento dos factos, à determinação da extensão da atividade criminosa e à identificação de todos os seus intervenientes”.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público – Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Viana do Castelo.

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