Numa era de carros cada vez mais digitais, muitos fabricantes têm vindo a reduzir cada vez mais a presença de comandos físicos nos seus modelos. Mas a Renault não quer seguir esse caminho, vendo uma mais-valia importante nesses controlos.
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20/08/2026
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Notícias ao Minuto
Os comandos físicos não devem desaparecer os automóveis da Renault – ao contrário do que tem vindo a acontecer noutros fabricantes, numa era de digitalização dos carros.
De facto, a preferência dos automobilistas, em especial na Europa, é pelos botões físicos. A Volkswagen, por exemplo, recuou na sua estratégia e voltou em força a este tipo de controlos com o novo ID. Polo totalmente elétrico. Outros exemplos são a Mercedes e a Polestar. Mas, no Japão, a Mazda alega que podem até distrair mais o condutor.
Também há pressão dos especialistas em testes à segurança dos veículos: este ano, a Euro NCAP passou a penalizar os modelos que não tenham botões físicos, ou os tenham de forma limitada, para determinadas funções essenciais (ou seja, se estas só puderem ser acedidas pelos ecrãs táteis). E na China, as autoridades vão passar a exigir mais comandos físicos para funções importantes.
Na Renault, a posição é clara: os comandos físicos estão para ficar. Glen Sealey, diretor geral do fabricante na Austrália, deixou isso vincado em entrevista à GoAuto: “Os botões sempre foram um princípio fundamental para a Renault. A Renault é uma marca para a vida, e é importante manter as coisas simples, manter os olhos na estrada, e botões de atalho. É mais fácil mudar de estação de rádio, mudar os recursos, mudar o volume ou fazer mudanças a partir do volante”.
A segurança é um bem essencial para a Renault, que considera que esta depende em larga medida de “manter os olhos na estrada e a atenção na estrada”. Apesar de os ecrãs táteis também já estarem presentes na gama, segundo Glen Sealey a ideia é proporcionar um uso fácil e intuitivo, preservando atalhos com botões físicos – mesmo reconhecendo que esta opção “é mais cara”.

