O Governo anunciou que já começaram as obras da Linha de Alta Velocidade, que permitirá ligar o Porto a Lisboa em cerca de 1h15. Trata-se de um passo histórico para a mobilidade no país.
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13/10/2026
por
Beatriz Vasconcelos, Lusa
O Governo anunciou, no final de segunda-feira, que já arrancaram as obras da alta velocidade, uma ligação que permitirá ligar o Porto a Lisboa em cerca de 1h15. O Executivo sublinha que se trata de um “passo histórico”.
“Arrancaram as obras do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade, entre Campanhã (Porto) e Oiã (Aveiro). Um passo histórico para transformar a mobilidade no país“, pode ler-se numa publicação partilhada nas redes sociais.
O Governo nota que, “com esta nova ligação ferroviária, a viagem entre o Porto e Lisboa terá uma duração de cerca de 1h15, aproximando pessoas, empresas e regiões“.
“Mais do que reduzir os tempos de viagem, a Alta Velocidade irá reforçar a ligação ao futuro Aeroporto de Lisboa e preparará Portugal para uma maior integração nas redes europeias de transporte, incluindo a futura ligação a Madrid”, acrescenta o Executivo de Luís Montenegro.
Revela ainda que, “num contexto em que a Europa aposta na ferrovia para responder aos desafios da mobilidade sustentável, este investimento irá reforçar a competitividade, aproximar territórios e preparar Portugal para as próximas gerações“.
Ministro alerta sobre custos de “não decisões” no aeroporto e ferrovia
O ministro das Infraestruturas e Habitação disse, também na segunda-feira, que as “não decisões” relativamente ao novo aeroporto de Lisboa e na alta velocidade, “tiveram custos astronómicos para os portugueses”.
“Hoje temos um aeroporto em Lisboa que está a rebentar pelas costuras. Temos um país com uma ferrovia que de repente estamos aceleradamente a fazer os investimentos todos necessários e quem sofre são os portugueses que utilizam a ferrovia. Quem sofre são as empresas que têm de utilizar a ferrovia”, afirmou.
Miguel Pinto Luz falava em Aveiro, durante a cerimónia de arranque das obras da Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Porto e Oiã (Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro).
O ministro disse tratar-se de um dia de enorme felicidade, adiantando que “com tantas décadas de indecisão, de ziguezagues, de incapacidade de concretizar, este momento reveste-se de uma particular importância“.
“Com indecisão não se concretiza absolutamente nada. Temos que encontrar plataformas de consenso, capacidade de equilibrar posições, encontrar equilíbrios também com os autarcas, ter capacidade de gerar à volta de projetos mobilizadores a vontade política necessária e suficiente para a concretização destes projetos”, afirmou.
Pouco antes, o presidente das Infraestruturas de Portugal (IP), Paulo Carmona, também tocou neste assunto, afirmando que em Portugal “faltou uma capacidade de decidir” nos últimos anos.
“Nós todos discutimos o aeroporto vai para 50 anos, a linha de alta velocidade 30 anos, pelo menos, 25 anos a discutir as acessibilidades a Lisboa, as pontes ferroviárias, rodoviárias, 25 anos com o IP3, tivemos vários discursos, da tanga, das cativações”, lembrou.
O presidente da IP considerou, por isso, que este é, sobretudo, uma homenagem à capacidade de decisão e à entrada de Portugal na modernidade da rede ferroviária europeia.
A construção do troço Porto – Oiã beneficia de um apoio comunitário de 450 milhões de euros e integra uma primeira fase da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que já assegurou cerca de 813 milhões de euros de financiamento europeu.
A futura Linha de Alta Velocidade permitirá reduzir substancialmente os tempos de viagem entre as duas principais áreas metropolitanas do país. O projeto global tem como objetivo permitir uma ligação direta Porto-Lisboa em cerca de 1h15.

