O PCP vai insistir, na Assembleia da República, no pagamento dos valores “injustamente cortados” até 2023 nas pensões dos antigos trabalhadores portugueses da Base das Lajes, reformados na sequência da redução da presença norte-americana, foi hoje anunciado.
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05/10/2026
por
Lusa
O coordenador regional do PCP/Açores, Marco Varela, reuniu-se hoje com ex-trabalhadores da Base das Lajes e com o Sindicato das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio e Escritórios, Hotelaria, Turismo e Transportes (SITACEHTT), na sede da União de Sindicatos de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, “num encontro solicitado pelos antigos trabalhadores”, segundo adiantou o dirigente, em declarações à agência Lusa.
Marco Varela adiantou que entre as questões abordadas esteve “a eliminação do fator de sustentabilidade” dos ex-trabalhadores da Base das Lajes, na ilha Terceira, defendendo o PCP que “é de inteira justiça” que os valores correspondentes ao período entre 2015 e 2023 devem ser pagos aos beneficiários.
O fator de sustentabilidade deixou de ser aplicado a partir de 2024, mas, segundo Marco Varela, a alteração não abrangeu retroativamente os anos anteriores.
Em declarações à Lusa, o coordenador do PCP/Açores adiantou que o partido pretende voltar a apresentar a questão na Assembleia da República, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027.
Marco Varela adiantou que o PCP irá articular com o seu grupo parlamentar a possibilidade de voltar a apresentar, em sede de Orçamento de Estado, uma proposta para que sejam repostos os valores relativos ao período entre 2015 e 2023, apelando à sensibilização da medida por parte de outros partidos.
“É uma batalha que estes trabalhadores têm vindo a desenvolver ao longo dos anos. Esta batalha tem vindo a ser acompanhada pelo PCP, tanto em termos regionais, como da Assembleia da República”, sublinhou.
Marco Varela recordou que estão em causa cerca de 450 ex-trabalhadores portugueses da Base das Lajes que se reformaram na sequência da redução da presença norte-americana e que tiveram as suas pensões sujeitas ao fator de sustentabilidade.
“O fator de sustentabilidade foi eliminado a partir de 2024. Só que não contou, entre 2015 e 2023. E, a reivindicação dos trabalhadores é o pagamento dos valores”, explicou ainda.
Na reunião foi também abordada a questão da eventual contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes e o trabalho de uma comissão regional criada para estudar esta matéria.
Marco Varela defendeu a importância de avançar com “um estudo abrangente à ilha Terceira” e de aproveitar o conhecimento dos trabalhadores.
“O conhecimento dos trabalhadores pode ser um forte contributo para a comissão chegar a conclusões e, posteriormente, para eventuais medidas, caso sejam necessárias para a resolução do problema”, defendeu.

