Pelo menos 1.677 pessoas morreram no Iémen desde ofensiva dos Huthis

Pelo menos 1.677 pessoas morreram no Iémen desde ofensiva dos Huthis

Pelo menos 1.677 pessoas morreram no Iémen desde o início de agosto, quando começou a ofensiva dos Huthis contra forças leais ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido, indicou a OMS.

© Mohammed HUWAIS / AFP via Getty Images


29/10/2026
por

Lusa

Pelo menos 1.677 pessoas morreram no Iémen desde o início de agosto, quando começou a ofensiva dos Huthis contra as forças leais ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido, indicou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Além dos 1.677 mortos, a OMS deu conta de 7.395 feridos.

A agência das Nações Unidas afirmou no último relatório, que entre os dias 20 e 25 deste mês o número de vítimas diárias diminuiu, mas o número de mortes não, uma vez que, durante este período, as mortes na disputada província de Marib ultrapassaram o número de feridos e a taxa de mortalidade aumentou à medida que a violência continua.

Na província de Taiz, no sudoeste do país, onde os Huthis impõem um cerco total à capital homónima, os serviços de saúde voltaram a estar sob fogo, uma vez que, no dia 20, o Hospital Al Arous foi atingido por fragmentos de morteiro e um projétil destruiu uma ambulância, o que provocou a morte do condutor e de um paramédico.

O mesmo acontece em Marib, cuja rede de cuidados de saúde “se encontra significativamente enfraquecida”, de acordo com a OMS, que afirmou que restam apenas seis equipas médicas móveis das 31 que existiam em 2025.

Por outro lado, a OMS indicou que o balanço de vítimas no campo de treino de Al Alam, na estratégica província de Shabwa, no sul do país, está a ser revisto em alta e já foram confirmadas 69 mortes e 166 feridos devido ao ataque com mísseis do passado dia 19, reivindicado pelos rebeldes xiitas.

De acordo com dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), pelo menos 276.301 pessoas foram obrigadas a sair de casa até 24 de outubro, e a maioria destes deslocados internos concentra-se em Taiz, representando 46% do total.

A atual escalada teve início no verão, quando o Exército iemenita, que atua sob o patrocínio da Arábia Saudita, reivindicou um ataque contra o aeroporto internacional de Sanaa, o que provocou uma resposta dos Huthis e uma ofensiva de ambas as partes no terreno no Iémen, retomando assim um conflito que remonta a mais de uma década, mas que se encontrava congelado por um cessar-fogo desde 2022.

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