Instagram deixou de exibir notícias para alguns utilizadores em Portugal

Instagram deixou de exibir notícias para alguns utilizadores em Portugal

Meios de comunicação social conhecidos em Portugal emitiram o alerta de alguns dos seus utilizadores deixaram de ter acesso às notícias através das respetivas páginas no Instagram.

© Shutterstock


29/10/2026
por

Notícias ao Minuto

Vários órgãos de comunicação social em Portugal estão a reportar que os seus seguidores de Instagram deixaram de ver o que publicam nas respetivas páginas nesta rede social. Entre os meios que se dizem afetados estão o Público, o Expresso, o Jornal de Notícias, o Correio da Manhã e ainda meios desportivos, como A Bola, o Record e também O Jogo.

 

Numa notícia avançada pelo Público, é referido que muitos utilizadores reportam que as páginas destes (e outros) meios de comunicação surgem completamente a preto. Apesar de no topo da página ser exibido o número de publicações feitas até então, o utilizador não consegue ver qualquer conteúdo partilhado.

Muitos reportam que o comportamento é semelhante ao de uma página que bloqueou os utilizadores mas, não sendo esse o caso, a situação está a causar dúvidas sobre o que está na origem.

Meta admite falhas na moderação de conteúdos eleitorais no Brasil e EUA

O Conselho de Supervisão da Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, reconheceu hoje “falhas recorrentes” na moderação de conteúdos relacionados com as eleições presidenciais no Brasil e intercalares nos EUA.

Lusa | 14:08 – 20/10/2026

O Público decidiu então questionar o assistente de Inteligência Artificial da Meta para saber qual poderia ser o problema, ao que o “chatbot” do Instagram respondeu que “a classificação da conta como ‘meio de comunicação de notícias’ é a razão pela qual está a experienciar estas restrições de visibilidade”. A título oficial, a Meta ainda não se pronunciou sobre o caso e o que pode estar a afetar as páginas de meios de comunicação social na rede social Instagram.

O Notícias ao Minuto está a tentar entrar em contacto com a Meta para saber mais sobre a situação.

Aliança Europeia de Agências de Notícias pede à Meta que remova cláusula que permite recolha de notícias

A Aliança Europeia de Agências de Notícias (EANA) juntou-se a editores e organizações de media para pedir à gigante tecnológica Meta que remova a cláusula que permite rastrear e recolher conteúdos jornalísticos dos seus sites.

Numa nota de imprensa, disponível no ‘site’, a EANA (sigla em inglês) pede à Meta, dona do Facebook e Instagram, que remova a cláusula que consta dos seus novos termos comerciais, substituindo-a por condições que respeitem os direitos de autor.

“O adiamento da implementação desses termos até o dia 20 de novembro deve abrir caminho para um diálogo genuíno e para a busca de soluções coerentes, que não forcem a saída de organizações de media das plataformas da Meta”, refere a Aliança Europeia de Agências de Notícias.

Instagram testa vídeos de até 90 minutos para competir com YouTube

O Instagram está a testar um novo formato de vídeos com até 90 minutos de duração, com o objetivo de competir com o YouTube no segmento de ecrãs de televisão.

Miguel Patinha Dias | 10:45 – 27/10/2026

“Esta não é uma questão que diz respeito apenas às agências de notícias”, afirmou o secretário-geral da EANA, Alexandru Giboi, citado em comunicado.

Estes novos termos “terão efeitos prejudiciais em todo o ecossistema media. A Meta teria o conteúdo de todas as organizações de notícias que utilizam as plataformas da Meta servido de bandeja. Isso significa que jornalistas de todo o mundo trabalhariam, na prática, para a Meta”, salienta o responsável.

Isto para nos media mais pequenos, “que já enfrentam bastantes dificuldades”, prossegue.

“O nosso conteúdo não é apenas o que financia o nosso negócio”, mas também o que permite que as comunidades tenham acesso a informação de confiança, e a sua produção custa dinheiro, refere Alexandru Giboi.

Por isso, “é um absurdo a Meta considerar que os media podem simplesmente oferecê-lo de graça. Se as organizações de notícias fidedignas forem afastadas das plataformas da Meta, onde ocorre grande parte do debate público, o espaço que deixarem não ficará certamente vazio. Será preenchido por atores com conteúdos não verificados e manipuladores”, adverte.

“Estamos abertos a manter um diálogo construtivo com a Meta e com todas as plataformas sobre modelos de licenciamento para a utilização de conteúdos noticiosos”, remata o responsável.

A EANA constata que as organizações de media, incluindo os seus próprios membros, se opõem a esta medida da Meta, e compreende e apoia totalmente a sua posição.

Também a Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA, em inglês) enviou uma carta à Meta, na qual pede a suspensão, até 30 de outubro, da cláusula que permitiria rastrear e recolher conteúdos jornalísticos de sites de meios de comunicação.

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