A Philips registou um lucro líquido de 560 milhões de euros entre janeiro e setembro, um aumento de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior, informou a empresa de eletrónica.
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03/11/2026
por
Lusa
A Philips registou um lucro líquido de 560 milhões de euros entre janeiro e setembro, um aumento de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior, informou hoje a empresa de eletrónica.
As vendas globais da empresa registaram uma descida, passando de 12.736 milhões entre janeiro e setembro de 2025 para 12.658 milhões nos primeiros nove meses deste ano.
Em contrapartida, o resultado bruto de exploração (EBITDA) cresceu 9,4%, atingindo os 2.250 milhões de euros.
No terceiro trimestre, o lucro líquido da empresa registou uma queda de 15%, para 28 milhões de euros, impactado por despesas com reestruturações, aquisições e outros itens que atingiram os 353 milhões de euros, quase três vezes mais do que no ano anterior.
Entre estas despesas, destaca-se a provisão de 288 milhões relativa ao acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, apesar de a formalização ainda ter de ser confirmada e de se prever que o pagamento seja efetuado no primeiro trimestre de 2027.
A empresa estabeleceu um acordo preliminar entre a filial Respironics e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para “resolver as investigações penais e civis” iniciadas em 2021 e que levaram à retirada de milhões de aparelhos e dispositivos para a apneia do sono.
Entre julho e setembro, o EBITDA da Philips subiu 4,6%, passando de 738 milhões de euros em 2025 para 772 milhões de euros este ano.
Em 30 de setembro, a Philips registava um total de 6.985 milhões de euros em dívida de longo prazo e outros 1.154 milhões em dívida de curto prazo.
Estes resultados, juntamente com o “fluxo sólido de encomendas”, permitem à empresa confirmar as previsões para este ano e “atingir os objetivos a médio prazo”, afirmou o presidente executivo (CEO) da Philips, Roy Jakobs.

