O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou hoje o fim da retirada das suas forças do território da Turquia e de outras posições no norte do Iraque, afirmando que cumpre todos os requisitos para pôr fim à luta armada.
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08/10/2026
por
Lusa
O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou hoje o fim da retirada das suas forças do território da Turquia e de outras posições no norte do Iraque.
“O nosso movimento de libertação retirou da Turquia todas as forças que não representavam um risco de confronto armado”, afirmou o grupo, que quer impedir que Ancara “apresente pretextos” para dificultar o processo de paz.
“Embora se encontrem longe da fronteira, durante o mesmo período evacuámos quatro túneis e posições de guerra em Metina, a oeste de Zap, para que o Estado turco não possa considerá-los uma ameaça”, acrescentou o PKK, que anunciou a sua dissolução e o fim da luta armada em maio de 2025.
“Desta forma, [o PKK] cumpre todos os requisitos da estratégia para pôr fim à luta armada contra a Turquia e prosseguir a luta por meios democráticos e políticos”, referiu o partido.
No início de agosto, o Parlamento turco aprovou uma lei histórica que abriu caminho para a reintegração dos combatentes do PKK, uma etapa fundamental do processo de paz destinado a encerrar mais de quatro décadas de conflito armado que, segundo Ancara, deixou cerca de 50.000 mortos.
No entanto, o PKK acusou o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan de não avançar com rapidez ou determinação suficientes no processo de paz iniciado em 2024
Desde a aprovação da lei em agosto, “o governo do AKP (o partido no poder) não aprovou nenhuma medida adicional”, protestou o movimento curdo.
Como parte desse processo de paz, Ancara criou recentemente quatro subcomissões encarregadas de supervisionar a dissolução do PKK, anunciada em resposta a um apelo do seu líder histórico, Abdullah Ocalan.
Uma dessas etapas será dedicada ao desarmamento da organização e contará com a participação de Ocalan, embora sem que ele possa deixar a prisão onde cumpre pena de prisão perpétua desde 1999

