Há dois meses, a Polestar anunciou que foi, na prática, expulsa do mercado dos Estados Unidos da América a partir de 2027, por não ter autorização do governo para vender. Mas ainda não sabe os motivos para tal.
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25/08/2026
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Notícias ao Minuto
A sueca Polestar terá de sair do mercado dos Estados Unidos da América a partir de 2027, ao não ter conseguido obter uma autorização da tutela para vender veículos a partir desse ano de modelo.
O anúncio da expulsão surgiu no fim de junho e, até agora, ainda não sabe os motivos detalhados para tal tomada de posição. Certo é, também, que a Polestar não apelou da decisão, emitindo um comunicado no qual se mostrou resignada e fez saber que redirecionaria o seu foco para a Europa.
Numa carta mencionada pelo The Wall Street Journal, enviada aos concessionários americanos, o fabricante sueco garantiu que ainda não recebeu resposta dos governantes do país sobre a interdição do mercado – recordando mesmo que o seu Polestar 3 é idêntico ao Volvo EX90 do ponto de vista de software e é produzido no mesmo local nos EUA.
A Polestar queixa-se de não receber o mesmo tratamento neste caso – até porque a Volvo, com quem partilha plataformas e a produção, é da mesma proprietária (a Geely). Na missiva, o diretor de produto Peter Wexler disse também que a Polestar está a tentar “obter a atenção” do departamento de comércio para aceder à informação relevante sobre a não concessão de licença.
Ao longo do ano passado, terá respondido a várias questões e tudo apontava para a recomendação de aprovação da Polestar. Já em abril, terá recebido a informação por parte do secretário da Indústria e da Segurança que era expectável receber “luz verde”, caso a Volvo recebesse – como recebeu. Mas aconteceu o contrário apesar de, assegura a Polestar, ter proposto medidas para ir ao encontro dos regulamentos.
De recordar que os Estados Unidos da América têm a chamada Regra do Veículo Conectado, que impõe restrições de comércio de veículos com software e/ou componentes físicas ligados a países como a China que possam ser um risco para a segurança nacional.
Esta poderá ser uma reação da Polestar ao recente protesto apresentado por um concessionário de Nova Jérsia pela saída da marca dos EUA – procurando ser compensada em pelo menos 25 milhões de dólares devido aos prejuízos causados.
Polestar não pediu ajuda à Suécia
De acordo com a Automotive News, citado também pelo Inside EV’s, a Polestar não pediu ajuda ao governo sueco para garantir o cumprimento dos requisitos. Quem o terá dito foi o ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, Benjamin Dousa. A Volvo, por seu turno, trabalhou com o governo.

