As autoridades russas entregaram intimações de alistamento no exército a grande parte dos quase 200 jovens detidos na noite passada no centro de Moscovo, segundo meios locais.
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08/11/2026
por
Lusa
As autoridades russas entregaram intimações de alistamento no exército a grande parte dos quase 200 jovens detidos na noite passada no centro de Moscovo, denunciaram hoje meios locais.
Alguns dos detidos eram menores, segundo os canais Ostorozhno Nóvosti e Astra, que incluem nas suas informações vídeos dos pais reunidos em frente às esquadras para exigir a libertação dos filhos.
As detenções em massa ocorreram no bairro central de Kitai-Gorod, não longe do Kremlin, no que a polícia descreveu como “operações profiláticas” para evitar distúrbios da ordem pública. Segundo o canal de Telegram Baza, a alguns dos jovens foram abertos processos administrativos por consumir álcool num local público ou desobediência às forças da ordem.
Os jovens maiores de idade denunciaram maus-tratos por parte de alguns agentes da ordem, que lhes entregaram convocatórias e os coagiram a assinar contratos profissionais com o Exército para combater na Ucrânia, mesmo aqueles que têm prorrogação por estudos.
As autoridades russas tentam atrair por todos os meios os jovens e universitários para servirem nas forças que utilizam drones, embora organizações de direitos humanos denunciem que muitos dos que se alistam acabam em unidades de assalto, onde a taxa de mortalidade é muito alta.
O Ministério da Defesa russo enfrenta há muitos meses problemas para substituir as dezenas de milhares de soldados russos que morrem ou são feridos – fontes ucranianas e ocidentais falam de mais de 40.000 baixas mensais – todos os meses na frente de combate.
Além disso, segundo o portal independente Mediazona, pelo menos 350 recrutas morreram desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022, embora teoricamente estes não possam servir no território do país vizinho.

