O cofundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, ter-se-á reunido com a equipa no Havai para delinear um plano que, originalmente, visava despedir 40% dos trabalhadores de determinadas equipas e substituí-los por agentes de Inteligência Artificial.
© Getty Images
31/08/2026
por
A Meta tem passado os últimos meses a despedir centenas de trabalhadores e a encerrar equipas inteiras mas, de acordo com a Reuters, no começo do ano a gigante tecnológica planeava medidas ainda mais drásticas do que as que tem tomado.
Diz a publicação que o cofundador e CEO Mark Zuckerberg e a sua equipa se reuniram no Havai para decidir os planos, os quais foram apelidos de Project OT – ou Project Organization Transformation (Projeto de Transformação da Organização, em português).
De acordo com as informações disponíveis, Zuckerberg e a sua equipa delinearam um plano para despedir trabalhadores e substituí-los por agentes de Inteligência Artificial.
Alegadamente, algumas equipas ficariam reduzidas até 60% da sua dimensão original. Um documento interno indica que a gigante tecnológica planeava despedir mais do que os 25% de trabalhadores que a empresa despediu há três anos.
O plano original era composto por duas vezes: uma primeira vaga de despedimentos em maio e outra em novembro. Contudo, Zuckerberg terá decidido cancelar a segunda vaga, decidindo em vez disso cortar 8 mil empregos em maio, transferindo outras 7 mil pessoas para equipas onde o objetivo é desenvolver ferramentas e funcionalidades de Inteligência Artificial.
Não se sabe o que terá mudado nos planos de Zuckerberg para o líder da Meta ter mudado os planos, mas a empresa adiantou que o plano era apenas um exercício e que nunca foi assumido que seria aplicado.
“Isto acabou por resultar na realocação de milhares de funcionários para realizarem trabalho prioritário em várias equipas recém-criadas, tal como já foi divulgado publicamente”, pode ler-se no comunicado da Meta partilhado com a Reuters. “No final do dia, não implementámos todos os cenários do exercício e nunca foi assumido que o faríamos”.

