As plataformas desenvolvidas pela Renault servem de base a modelos de outras marcas e poderão continuar a ser partilhadas. Mas o diretor-executivo François Provost reforça a necessidade de uma diferenciação estilística clara e evidente.
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15/10/2026
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A Renault desenvolve plataformas para os seus automóveis que não se coíbe de partilhar com outros fabricantes em acordos de parceria – sendo o caso mais visível a Nissan, integrante da sua aliança.
O Micra tem por base o Renault 5 E-Tech e a plataforma RGMP Small e, no interior, as diferenças são praticamente impercetíveis. Recentemente, surgiram também o novo Leaf (assente na plataforma AmpR Medium) e o Pixo, que tem a mesma plataforma AmpR Small e formato similar ao do Twingo E-Tech.
Nos próximos anos, a tecnologia Renault irá equipar veículos de marcas como a Mitsubishi e até a Ford – que tem planos para desenvolver dois elétricos para a Europa assentes nos alicerces do rival francês.
Esta partilha através de acordos de parceria tem uma condição essencial para o diretor-executivo do Grupo Renault, François Provost: marcas diferentes, modelos com design diferente e próprio.
Assim reiterou citado pela publicação britânica Autocar: “Nunca farei parcerias sem uma diferenciação suficiente. Na Ford, o Jim [Farley, diretor-executivo] tem exatamente a mesma visão. Ele disse que se escolher uma parceria com a Renault, o carro tem de ser um Ford”.
A ideia passa também por ter colaborações de longo termo e não esporádicas, sempre com esse elemento diferenciador entre modelos: “Agora verão que, de cada vez, é com diferenciação suficiente”, disse François Provost.
Mesmo dentro do Grupo Renault, diferentes marcas usam as mesmas plataformas, mas a diferenciação é essencial. O dirigente exemplificou com o caso da segunda geração do Dacia Spring, que tem os mesmos alicerces do Twingo: “O Twingo e o Spring parecem carros diferentes, mas a plataforma é a mesma“, observou.

