Vinte e um marroquinos foram repatriados para o seu país de origem após terem atirado pedras, na noite de sábado, contra membros de uma patrulha das Forças Armadas em vigilância na zona da praia El Trampolín, em Ceuta.
© Abu Adem Muhammed/Anadolu via Getty Images
06/09/2026
por
Lusa
Segundo confirmaram à Europa Press fontes da Guarda Civil, os factos ocorreram numa das zonas mais afetadas após a entrada em massa, nomeadamente em El Trampolín e Benítez (zonas contíguas entre si), durante a última madrugada.
Os migrantes aproveitaram o facto de se encontrarem numa posição mais elevada para atirar pedras ao exército embora não haja registo de danos pessoais nem materiais.
Aos 21 migrantes foi dada a opção de regressar voluntariamente a Marrocos ou prestar depoimento perante o tribunal competente, uma vez que não tinham antecedentes criminais, tendo todos optado por regressar ao seu país, acrescentaram as mesmas fontes policiais.
A Associação de Tropas e Marinha Espanhola (ATME) denunciou este incidente nas suas redes sociais e lamentou que se repita pela terceira vez em 10 dias.
Fontes da associação explicaram à Europa Press que nenhum dos militares sofreu ferimentos graves.
Mais de 70.000 pessoas entraram ilegalmente em Ceuta entre 30 e 31 de julho, naquilo que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, qualificou como uma “violação da integridade territorial de Espanha” e pela qual responsabilizou as máfias de tráfico de seres humanos que deturparam uma sentença recente sobre devoluções de migrantes que chegam a Espanha a nado.
Mais de 90% das pessoas que entraram ilegalmente no enclave espanhol no norte de África, que tem fronteira com Marrocos, saíram de Ceuta nas horas e nos dias imediatos, mas pelo menos 5.000 permanecem na cidade, incluindo milhares que estão nas ruas.
Sánchez considerou que Espanha e a Europa foram alvo de um ataque em Ceuta que usou a imigração e no qual estiveram também envolvidos Israel e Rússia, com a amplificação nas redes sociais de desinformação relativa ao ocorrido.

