A Revolut foi alvo de um esquema de usurpação de identidade que a levou que a partilhar dados de clientes com um terceiro que fingia ser uma agência governamental, não havendo fundos financeiros comprometidos, confirmou hoje a empresa.
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16/09/2026
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Lusa
Lusa | 15:22 – 08/09/2026
Segundo fonte próxima do processo citada pela AFP, foram afetados 680 clientes.
A Revolut não confirmou se há portugueses entre os clientes cujos dados foram expostos.
De acordo com o jornal Financial Times, a fuga de dados diz respeito a moradas, fotografias de verificação, documentos de identificação e ainda informações relativas à atividade associada a ‘bitcoins’.
O jornal entrou em contacto com os piratas informáticos que alegam estar na origem do incidente, que terão trocado ‘e-mails’ com o banco durante vários meses sob essa identidade falsa.
Os alvos são clientes detentores de volumes significativos de criptoativos, nomeadamente na Suíça e em França.
A autoridade britânica de proteção dos dados (Information Commissioner’s Office – ICO) confirmou à AFP ter “recebido uma denúncia”, encontrando-se a “analisar as informações fornecidas”.
Fundada em 2015, a Revolut foi uma das pioneiras nos serviços financeiros para uso por telemóvel, contando neste momento com mais de 80 milhões de clientes em todo o mundo.
No início, concentrou-se na conversão de moedas e em transferências de dinheiro simplificadas para os seus utilizadores.
A rapidez da expansão da empresa suscitou críticas quanto à sua capacidade de cumprir a regulamentação financeira, nomeadamente no que diz respeito à fraude e ao branqueamento de capitais.

