De volta a Inglaterra, como treinador do AC Milan, para o encontro da Liga Europa com o Bournemouth, Ruben Amorim garante não guardar qualquer tipo de mágoa do Manchester United e recusa comentar os problemas que assolam Michael Carrick.
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22/10/2026
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Ruben Amorim está de volta a Inglaterra, desta feita, na qualidade de treinador do AC Milan, emblema que irá orientar no encontro da terceira jornada da fase de liga da Liga Europa, diante do Bournemouth, que tem apito inicial agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) desta quinta-feira, no Dean Court.
Na tradicional conferência de imprensa de antevisão à visita aos cherries, como seria de esperar, o treinador português foi desafiado a comentar os problemas que vão assolando Michael Carrick, seu sucessor no comando técnico do Manchester United, mas acabou por responder com… ‘juras de amor’ ao clube.
“O mais importante é que eu estou aqui como treinador do AC Milan, e preciso de respeitar isso. A única coisa que posso dizer… Eu não tenho nada a dizer do Manchester United, estou apenas focado no nosso clube, o AC Milan. Aquilo que posso dizer é que aquilo que disse, quando assinei pelo Manchester United, é que amo aquele clube, e a sensação, com toda a gente de lá, com tudo aquilo que se passou, não muda isso”, afirmou.
“É a única coisa que eu quero dizer. Eu segui em frente, e estou noutro grande clube. Este tipo de clubes, como o meu clube, o AC Milan, tem muitos problemas por resolver, por isso, eu estou focado na minha vida e na nossa vida, porque, como sabem, em todos os grandes clubes, o problema está ao virar da esquina”, prosseguiu, perante os jornalistas.
“Por isso, eu estou muito focado no meu trabalho, na minha equipa, nos meus jogadores e na minha equipa técnica, e não na vida de outro clube. No entanto, tal como disse, não interessa o que aconteceu, no passado, com o Manchester United. O que eu disse, quando assinei por aquele clube, mantém-se igual. Eu amo mesmo aquele clube”, completou.
O percurso de Ruben Amorim no Manchester United
Ruben Amorim, recorde-se, foi anunciado como treinador do Manchester United em outubro de 2024, na sequência da demissão do antecessor, o neerlandês Erik ten Hag, fruto de um negócio que permitiu ao Sporting (clube que orientava, na altura) realizar um encaixe financeiro na ordem dos dez milhões de euros.
Numa primeira temporada desportiva particularmente ‘turbulenta’, conduziu os red devils rumo à 15.ª posição da Premier League e, simultaneamente, à final da Liga Europa, onde acabou por sair derrotado do embate com o Tottenham, por 1-0, por conta de um ‘solitário’ golo da autoria de Brennan Johnson, em San Mamés.
A época seguinte, de 2025/26, não correu, de todo, como o próprio pretendia, pelo que foi demitido em janeiro deste ano, menos de 24 horas depois de um empate a uma bola com o Leeds United, em Elland Road, e da ‘bombástica’ conferência de imprensa que se seguiu, na qual apontou o dedo à própria direção.
Seguiu-se uma paragem de, sensivelmente, meio ano, após a qual regressou ao ativo, sucedendo a Massimiliano Allegri no leme do AC Milan. Até ao momento, soma cinco vitórias, três empates e uma derrota ao cabo dos nove encontros oficiais que disputou, em todas as competições.

