“Seria um péssimo exemplo de Varandas usar e descartar Rui Borges”

Artur Torres Pereira, antigo dirigente do Sporting, assume que “as circunstâncias não são as melhores”, mas defende que Rui Borges precisa de “tempo” para reconstruir a equipa, apelando à ponderação de Frederico Varandas.

© Reuters


30/10/2026
por

Carlos Pereira Fernandes

O Sporting desloca-se, esta sexta-feira, pelas 20h15 (hora de Portugal Continental), ao Estádio Municipal de Rio Maior, onde vai ter pela frente o Casa Pia, no encontro de abertura da décima jornada da I Liga, que pode vir a revelar-se preponderante para a continuidade (ou não) de Rui Borges no comando técnico.

 

Em entrevista concedida, esta sexta-feia, ao programa ‘Bola Branca’, emitido pela Rádio Renascença, Artur Torres Pereira defendeu, ainda assim, que o mirandelense reúne todas as condições para se manter no cargo, independentemente da inconsistência que os leões têm vindo a protagonizar.

“Não sei se Rui Borges está a prazo, eu não o desejo. Não o desejo porque creio que seria um péssimo exemplo usar e descartar. É certo que as circunstâncias não são as melhores, que não temos tido um regime regular de vitórias, como num passado recente… Mas isso faz parte de um processo de crescimento e evolução das equipas de futebol”, afirmou.

Na opinião do médico, que assumiu a presidência da Comissão de Gestão do clube, em 2018, aquando da invasão à Academia de Alcochete (que resultou no afastamento de Bruno de Carvalho e consequente eleição de Frederico Varandas), é preciso ter em contra outros fatores, entre eles, a autêntica ‘revolução’ levada a cabo no plantel, no passado verão.

“Poder-se-á questionar se teria sido eficiente ou se teria sido bom mudar tão radicalmente a equipa, como foi feito do ano passado para este, mas eu não tenho dados que me façam responder com clareza a esta pergunta. A direção do Sporting assim o entendeu, e, seguramente, terá motivos para o ter feito. Como o fez, portanto, neste momento, não vale a pena chorar sobre o leite derramado. O que há é fazer crescer a equipa, e, para isso, temos de ter tempo”, refletiu.

“A minha expetativa é, evidentemente, de ganhar o jogo, não é? Queremos sempre que a nossa equipa ganhe e que o Sporting ganhe, e precisa de ganhar. De qualquer forma, usando até uma expressão feliz do início do período de vigência do atual treinador, Rui Borges, quando chegou ao Sporting, se não houver inspiração, que não falte a atitude”, completou.

O ponto da situação do Sporting

O Sporting, recorde-se, chega a esta ronda na terceira posição da I Liga, com 18 pontos, tantos quanto o Santa Clara, menos nove do que o líder, o FC Porto, e menos quatro do que o segundo classificado, o Benfica, pelo que um novo ‘deslize’, na visita ao Casa Pia deixaria ‘por um fio’ a candidatura à conquista do título de campeão nacional.

Bem mais animadora está a situação do emblema verde e branco na Liga dos Campeões, onde ocupa o 12.º lugar da fase de liga (que vale o apuramento para o playoff de acesso aos oitavos de final), com os mesmos seis pontos de Barcelona, Como, Manchester City, Club Brugge e Borussia Dortmund.

Na Taça da Liga, o apuramento para a ‘final four’ (onde terá pela frente o Famalicão) foi alcançado graças ao triunfo sobre o Marítimo, por 2-1, ao passo que, na Taça de Portugal, a entrada em cena, na quarta eliminatória, terá lugar no fim de semana de 21 e 22 de novembro, contra o União da Serra, no Estádio José Alvalade.

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