As autoridades sírias anunciaram na quinta-feira à noite a detenção de nove ex-oficiais pilotos, incluindo três generais, acusados de participar em bombardeamentos mortais contra localidades sírias durante o antigo regime de Bashar al-Assad, derrubado no final de 2024.
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11/09/2026
por
Lusa
Ao longo de mais de treze anos de guerra civil, que fez mais de meio milhão de mortos, as forças sírias bombardearam intensamente zonas controladas pelos rebeldes.
Após uma série de operações em Latakia (oeste), as Forças de Segurança Interna detiveram nove ex-oficiais pilotos de aviões e helicópteros militares “envolvidos em crimes de guerra contra o povo sírio (…) em várias regiões”, indicou a agência noticiosa oficial Sana, citando as autoridades.
Entre estes estão os generais Menhel Anwar Saleh, Sami Ibrahim Mahmoud e Ghayath Ali Rehyé.
“Os seus crimes deixaram um grande número de vítimas (…) e causaram danos significativos em cidades e aldeias, além de provocarem a deslocação de residentes e a destruição de casas e infraestruturas civis”, ainda de acordo com a Sana.
Desde que assumiram o poder, as novas autoridades sírias têm vindo a efetuar a detenção de antigos membros do regime deposto.
Na segunda-feira, anunciaram a detenção de um antigo general, alvo de sanções europeias, acusado de estar envolvido na repressão sangrenta dos protestos de 2011 e no massacre de Hama, em 1982.
Em agosto, a justiça síria condenou à morte, à revelia, Bashar al-Assad, que fugiu para a Rússia, e o seu irmão, Maher.
Além disso, o ex-presidente é alvo de três mandados de captura emitidos pela justiça francesa por cumplicidade em crimes contra a humanidade e/ou crimes de guerra, como ataques químicos letais em 2013, o bombardeamento de uma zona residencial civil em Deraa em 2017 e o bombardeamento de um centro de imprensa em Homs em 2012.

