O Ministério Público polaco revelou que o suspeito de planear o atentado contra o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, e o ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, tinha engenhos explosivos artesanais no seu apartamento.
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13/10/2026
por
Lusa
O Ministério Público polaco revelou hoje que o suspeito de planear o assassínio do primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, e o ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, tinha engenhos explosivos artesanais no seu apartamento.
As autoridades polacas encontraram “uma dúzia de objetos identificados como materiais explosivos artesanais” na residência do homem de 66 anos, após a sua detenção no domingo, indicou o porta-voz do Ministério Público, Piotr Skiba, numa conferência de imprensa.
Segundo Skiba, as esferas metálicas encontradas no interior de uma granada de atordoamento eram, na verdade, componentes de “dispositivos explosivos semelhantes a granadas de fragmentação”.
O suspeito — identificado, em conformidade com a legislação polaca de proteção da privacidade, como Krzysztof N. — tinha também recrutado outras pessoas que possuíam armas para o alegado ataque, acrescentou o porta-voz da justiça polaca.
Indiciado por nove crimes, entre os quais “projeto para derrubar pela força autoridades do Estado”, o homem não confessou os factos e recusou-se a prestar esclarecimentos.
Caso seja condenado, poderá enfrentar uma pena de entre dois e 15 anos de prisão.
A Polónia, um Estado-membro da NATO e da União Europeia (UE) situado no flanco leste dos dois blocos, encontra-se em estado de alerta máximo após uma recente onda de ataques com arma branca.

